Há pessoas que deixam marca não pelo que têm, mas pelo que dão aos outros. A D. Dulce é uma dessas pessoas. Com um sorriso sereno, uma palavra amiga e um espírito solidário que atravessa gerações, tornou-se um exemplo vivo da força da comunidade e da importância dos laços humanos. Mesmo perante dificuldades, nunca deixou de estender a mão a quem precisava, mostrando que a verdadeira riqueza está na capacidade de cuidar do próximo.
A D. Dulce faz parte da família Atlas há já bastante tempo. Entre conversas, atividades, jogos e momentos de convívio, encontrou na nossa delegação um espaço onde se sente acompanhada, acarinhada e feliz. “Gosto muito delas”, diz-nos com carinho, referindo-se à equipa da Atlas. “Gosto muito de lá estar.”
Natural de Ferreira de Aves, no distrito de Viseu, a D. Dulce traz consigo uma vida cheia de histórias, desafios e um enorme espírito de entreajuda. Ao longo dos anos, esteve ligada a várias causas solidárias, participou em peditórios e iniciativas de apoio social e continua, ainda hoje, a acreditar profundamente na importância de ajudar o próximo.
Depois da tempestade Kristin, que causou estragos na nossa delegação e obrigou à suspensão temporária das sessões, a D. Dulce sentiu um vazio difícil de esconder. As atividades da Atlas faziam parte da sua rotina e eram um importante momento de convívio e bem-estar. “Tínhamos atividades todas as semanas… e depois havia o lanchinho”, recorda com saudade.
Mas a saudade rapidamente se transformou em ação. Preocupada com a situação da Atlas e sensibilizada pelas dificuldades provocadas pelos estragos no espaço, a D. Dulce decidiu fazer aquilo que sempre soube fazer melhor, ajudar. Mesmo com dificuldades de mobilidade, percorreu as casas vizinhas e falou com pessoas conhecidas, tentando angariar contributos para ajudar na reparação do vidro partido e no regresso das sessões.
“Eu gosto de ajudar”, diz-nos. E foi exatamente isso que fez.
O gesto da D. Dulce vale muito mais do que uma ajuda financeira. É um testemunho do impacto que a Atlas tem na vida das pessoas. Mostra-nos que aquilo que construímos vai muito além das atividades, cria laços, sentimento de pertença e uma verdadeira comunidade.
Hoje, queremos agradecer à D. Dulce pela sua generosidade, pelo carinho que demonstra pela Atlas e pelo exemplo de solidariedade que nos deixa. Pessoas como a D. Dulce lembram-nos, todos os dias, porque vale a pena continuar.
Manuel Marques
Estagiário de Serviço Social



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Dora Birrento says
Maio 17, 2026 at 5:19 pmTao bom termos tantas Donas Dulces na nossa vida na Atlas. Excelente texto, Manuel.
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