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Um jantar entre amigos que aqueceu muitos Natais

“O Natal não é ornamento: é fermento que dentro de nós recria, amplia e expande”
(José Tolentino Mendonça)

Aceitando o repto da Atlas, não para me vangloriar, mas para que o meu gesto seja
replicado, escrevo estas poucas linhas.
Sou voluntária no projeto “Velhos Amigos” desde 2019 e é muito gratificante poder
fazer a diferença a idosos que vivem na solidão, isolamento e vulnerabilidade social e
económica.
Antes do Natal, organizei um jantar de amigos com uma proposta diferente: em vez da
habitual troca de prendas, sugeri que cada um trouxesse um donativo alimentar para o
Projeto “Velhos Amigos” da Atlas. A resposta não podia ter sido melhor — todos
aceitaram de imediato e participaram com enorme generosidade. Cada amigo
contribuiu com bens essenciais, muitos deles típicos da mesa de Natal, com o objetivo
de ajudar os nossos idosos que vivem sozinhos e com poucas possibilidades económicas.
Saber que estes donativos ajudaram a proporcionar um Natal mais aconchegante e
digno, tornou esta iniciativa ainda mais especial e significativa para todos nós.
Este gesto simples mostrou-me que, quando nos unimos, é possível fazer a diferença.
Um momento de convívio transformou-se num verdadeiro ato de solidariedade,
reforçando valores como a partilha, a empatia e o cuidado pelo outro — valores que
fazem parte do verdadeiro espírito de Natal.
Um agradecimento sincero à Associação Atlas por todo o trabalho que desenvolve
diariamente e a todos os amigos que tornaram esta iniciativa possível.

Dina Francisco

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CAMPANHA: UM AMIGO…UM BILHETE 

Quando um bilhete se transforma em ajuda 

Há causas que se constroem em silêncio, dia após dia, com mãos disponíveis e corações atentos. A Atlas faz esse caminho há 18 anos e, no próximo dia 21 de fevereiro, convida voluntários, amigos, famílias e toda a comunidade a juntarem se numa noite onde a música também é solidariedade.

No Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, celebramos mais do que um aniversário, celebramos pessoas, histórias e um compromisso antigo, ajudar quem precisa, sem ruído, com dignidade e proximidade. Os clássicos portugueses sobem ao palco, trazendo memórias, emoções e aquela sensação boa de que o passado ainda nos ensina a cuidar melhor do presente.

Este concerto solidário é um gesto simples e poderoso, estar presente, trazer alguém consigo, contribuir para que a Atlas continue a ajudar quem tantas vezes vive na sombra. Cada bilhete é um abraço prolongado, cada cadeira ocupada é um sinal claro de que ninguém está sozinho.

Ajude quem ajuda, participe, divulgue, convide. Porque quando a comunidade se une, a música ganha sentido, a solidariedade ganha força e o futuro constrói se com mais esperança.

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Mercado de Natal

Dezembro, mês de magia, música no ar, ruas enfeitadas e iluminadas com milhares de luzinhas, anunciando que o Natal se aproxima e com ele traz o já habitual mercado de Natal. E entre o brilho das luzes e o rebuliço festivo, erguem-se as barraquinhas das Associações onde o calor humano combate o frio e a chuva tão característicos desta época.

Dá-se início ao Mercado de Natal, um espaço de encontro de várias gerações e culturas, partilha e alegria, onde o espírito natalício tem um significado especial, pois, mais do que comprar um bolo, um café, um vinho quente, uma rifa, uma ginja etc…, é poder contribuir para uma causa solidária e auxiliar aqueles a quem a vida pregou partidas.

Caminhar no mercado de Natal é sentir a alegria das crianças, a empatia dos adultos, o cheiro a doces e bebidas quentes. E quão gratificante é testemunhar a generosidade dos voluntários que fazem chegar a doçaria feita com carinho às suas Associações, para que o dinheiro angariado possa ajudar a transformar a vida dos seus Beneficiários. E repetem este gesto ao longo de todo o ano, na certeza de contribuírem para fazer a diferença na vida daqueles que apoiam, pois na verdade “ Natal é sempre que um homem quiser”.

Isabel Gregório

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Da Cozinha Pedagógica aos “Velhos Amigos”

No dia 17 de Dezembro, os alunos e o Chefe Tiago Almeida, do Curso profissional de restauração variante cozinha/pastelaria do 2ºano do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente, doaram ao ATLAS, mais especificamente, ao grupo “Velhos Amigos”, 36 refeições confecionadas com dedicação e espírito solidário.

Nesta quadra natalícia, tem sido habitual, ocorrerem estas iniciativas que fortalecem e desenvolvem competências sociais nos alunos e a sua relação com a comunidade. A atividade decorreu em parceria com o projeto Escola Solidária, ATLAS e alunos do curso. As refeições foram entregues pelos voluntários do ATLAS e os “Velhos Amigos” receberam-nas com entusiasmo e gratidão: “Olha que miminho tão bom!”- exclamou a D. Conceição; “Vai ser o meu jantar. Obrigada” – afirmou o Sr. Armando; “Gostei muito desta comida, é diferente.” -afirmou a D. Isabel. Todos ficaram surpresos e felizes por se terem lembrado deles.

 A partilha faz-se com as mãos e com o coração e estes gestos de ternura contagiaram os alunos e alegraram os “Velhos Amigos” e a comunidade. Obrigada

Alexandra Figueiredo

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QUANDO ALGUÉM DECIDE SER NATAL

Há datas que falam de luz, de família e de mesas cheias, mas também há silêncios que se tornam mais audíveis nesses mesmos dias. Na Atlas, conhecemos bem essa realidade e, por isso, acreditamos que o verdadeiro sentido das festas vive nos gestos que chegam onde a celebração nem sempre entra. Este texto conta a história de um desafio simples e profundamente humano, envolver crianças, jovens e adultos num voluntariado vivido com liberdade, consciência e coração. Uma prova clara de que o Natal não é apenas um dia no calendário, é uma escolha, repetida sempre que alguém decide estar presente.

Natal, Ano Novo, Dia de Reis… festividades… sinónimo de alegria, família, convívio… infelizmente na Atlas sabemos que nem todos os nossos beneficiários passarão estes dias assim. 

Sou catequista e sou voluntária da Atlas e faço questão que os meus catequizandos conheçam o que é ser voluntário e sejam voluntários voluntariamente, sem nenhuma obrigação. Claro que com eles estão os seus familiares e pessoas significativas.

Questionam-se o porquê disto tudo?… Pois… Este Natal lancei um desafio aos meus catequizandos e aos catequistas da Paróquia da Marinha Grande, através dos representantes no Secretariado de Catequese, do qual faço parte. O desafio foi conseguirmos um bolo rei para cada idosos apoiado pela Atlas, Marinha Grande. Associaram-se os 3 centros de Catequese: Casal de Malta ( Infância e adolescência, Picassinos ( grupo do 9 e 10 anos) e Marinha Grande, grupo da Catequista Isabel Mendes.  Referiu-se ainda que, quem quisesse, poderia participar na distribuição das refeições e conhecer os idosos.

Sou sincera… estava com algum receio, até ao sábado dia 20, de manhã, que as coisas não corressem bem… porém… e tendo por base o tema do Shema do dia 19: Tu És Natal… descobrimos que muitos, muitos quiseram ser Natal. Contribuíram com dinheiro, com bolos rei, com alimentos para cabazes para sortear e com a sua presença para ajudar…. Decorreu tão bem, que pudemos repetir dia 27 novamente… 

Sim, fomos Natal… Sim somos voluntários, sim estamos aqui! Foi o sinal que crianças, adolescentes e adultos disseram!

A todos eles digo: Obrigada

Obrigada em nome dos idosos que sorriram ao verem ” novos voluntários”, aos que tiveram novas visitas e aos que receberam um simples bolo rei mas que representava todo o amor e carinho da catequese da Marinha Grande, significando que não estão sozinhos.

Nós somos Natal!

Gracinda Mateus

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PEQUENOS GESTOS, MEMÓRIAS QUE FICAM

O início de um novo ano convida nos a renovar votos simples e essenciais, estar presentes, cuidar, não deixar ninguém para trás. Entre desejos de saúde e serenidade, há histórias concretas que dão corpo à missão, visitas que aquecem casas e aniversários que voltam a ter sentido. Os dois textos que se seguem falam disso mesmo, da força dos gestos pequenos, da alegria inesperada e do valor profundo de lembrar alguém que, naquele dia, continua a contar. São relatos diferentes, mas unidos pela mesma certeza, quando há presença e afeto, a solidão perde espaço e a vida ganha luz.

Neste início de 2026, desejamos a todos um ano novo cheio de saúde, serenidade e pequenos gestos de amor.

Que este novo ano nos traga mais encontros, mais sorrisos e mais cuidado com quem mais precisa. A nossa missão continua a ser estar presentes na vida dos idosos que vivem em situação de solidão e fragilidade.
No dia 5 de janeiro, tive a alegria de participar numa visita muito especial a uma senhora que vive sozinha e que celebrava 83 anos. Levávamos connosco um bolo, um presente e, sobretudo, a vontade de lhe fazer sentir que não está esquecida. Cantámos os parabéns, partilhámos abraços e vimos os seus olhos brilharem ao apagar as velas


Foram momentos simples, mas carregados de ternura e significado. Por alguns instantes, aquela casa encheu-se de calor humano, risos e emoção. São gestos assim que transformam dias comuns em memórias felizes. Cada visita, cada palavra e cada presença contam mais do que imaginamos.

É neste espírito de proximidade e solidariedade que continuaremos o nosso trabalho ao longo de 2026.
Obrigada a todos os voluntários e amigos da associação por fazerem do amor ao próximo a nossa maior missão.


Este, foi um dos muitos aniversários que já tivemos o gosto de confraternizar com Velhos Amigos e é difícil de descrever, mas se refletirmos sobre o assunto, facilmente sentimos como é gratificante proporcionar o festejo do Aniversário a quem há muito o não festeja, ou até nunca teve quem lhes entoasse os parabéns a você!
Pois, com a Atlas e os voluntários há essa vontade de não passar em branco um aniversário dos nossos Velhos Amigos.

É comum até que digam, “eu até não ligo nada ao meu aniversário” ou “eu nem gosto de fazer anos” mas ao mostrarmos a nossa disponibilidade para o abraço,  para cantarmos os parabéns, não há quem resista!

Adelaide Conceição

Ana Paula Cordeiro             

                         

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Janeiro em Movimento, Rotina com Propósito

Janeiro chega com a serenidade dos começo e com a certeza de que a regularidade também é uma forma de cuidado. Ao longo do mês, mantemos o compromisso de estar presentes, próximos e atentos, com atividades planeadas para os nossos beneficiários nas delegações de Leiria, Marinha Grande e Pombal. Uma agenda simples, mas cheia de significado, onde cada encontro reforça laços, cria hábitos saudáveis e confirma que o trabalho contínuo é, muitas vezes, o que mais transforma.

Agenda de Janeiro

Atividades com os beneficiários nas Delegações de Leiria:
13 de janeiro- Escola José Saraiva (14h);
28 de janeiro- Radices (14h30);

Atividades com os beneficiários nas Delegações de Marinha Grande e Pombal:
Marinha Grande: 6, 13, 20, 27 de janeiro,
Pombal: 8, 15, 22, 29 de janeiro.

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Quando a Comunidade Abre Portas ao Afeto

Há dias simples que se transformam em dias grandes, não pelo luxo, mas pela atenção, pelo cuidado e pela vontade genuína de bem receber. Foi isso que aconteceu a 16 de dezembro, quando, a convite de Ana Roma e da sua mãe, os nossos idosos viveram uma experiência diferente, fora da rotina, num ambiente onde o acolhimento, a proximidade e a partilha falaram mais alto. A visita ao Belém Hotel tornou se um momento de convívio com significado, desses que aquecem a memória e confirmam que, quando a comunidade se envolve, o bem estar ganha outra dimensão.

No passado dia 16 de dezembro, tivemos o privilégio de ser convidados pela Diretora Ana Roma, e pela sua mãe, para uma visita muito especial ao Belém Hotel, com o objetivo de proporcionar aos nossos idosos um momento de convívio diferente do habitual.

A receção não poderia ter sido mais atenciosa, a Ana Roma e a sua mãe, a quem se juntaram outros familiares e os colaboradores do hotel, demonstraram desde o primeiro momento uma enorme disponibilidade e espírito de acolhimento, tendo pensado cuidadosamente em todos os pormenores para que a experiência fosse confortável, segura e memorável para todos os participantes. Para além da organização do transporte, fizeram questão de acompanhar o grupo ao longo de toda a visita, com grande simpatia e atenção.

Durante a visita, os nossos idosos tiveram ainda a oportunidade de conhecer melhor as instalações do hotel, incluindo alguns dos seus quartos, o que despertou grande curiosidade. Esta experiência permitiu-lhes contactar de perto com um ambiente diferente do seu quotidiano, proporcionando momentos de conversa e partilha de memórias.

O lanche servido foi verdadeiramente delicioso e preparado com muito cuidado, num ambiente acolhedor, e entre conversas animadas e muitos sorrisos, viveu-se um momento de grande alegria e descontração, que ficará certamente na memória de todos.

Este convívio reforçou a importância do contacto dos idosos com a comunidade, promovendo a inclusão e a partilha de momentos significativos, pelo que deixamos um sincero agradecimento à Ana Roma, à sua mãe e a todos os envolvidos, pela generosidade e carinho demonstrados, o que tornou este dia verdadeiramente especial.

Daniela Ferreira

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Ser voluntária, quando o tempo ganha nome, rosto e memória…

Num dia dedicado a quem dá sem esperar retorno, fez-se uma pausa para refletir, reconhecer e olhar em frente. Esta partilha nasce de um encontro que confirmou algo essencial, o voluntariado vive do coração, mas também merece visibilidade, respeito e futuro.

No passado dia 5 de dezembro, Dia Internacional do Voluntário, sentei-me numa sala cheia de pessoas diferentes, mas unidas por algo poderoso, a vontade de fazer a diferença. A palestra sobre o Cartão do Voluntário foi o mote desse encontro, mas saiu dali algo maior do que uma simples ferramenta, saiu a confirmação de que o voluntariado também merece ser visto, reconhecido e cuidado.


Falou-se de registo, de percurso, de horas convertidas em impacto social, de certificação, de uma identidade digital que acompanha quem dá o seu tempo aos outros. Falou-se do futuro, o que me fez voltar um pouco ao passado…

Sou voluntária da Atlas People Like Us desde 2018. Comecei apenas com disponibilidade, empatia e a certeza de que estar presente já era, por si só, um ato transformador, mas confesso que saber que esse caminho pode agora ser reconhecido trouxe-me uma sensação profunda de justiça e gratidão.

A palestra lembrou-nos que durante muito tempo o voluntariado foi invisível nas estatísticas, nos currículos, nas narrativas oficiais. Hoje, com o Cartão do Voluntário, há finalmente um esforço para dar corpo ao que sempre foi feito com o coração. Um cartão que não mede apenas horas, mas histórias. Que não soma apenas ações, mas impacto. Que não substitui a motivação, mas a valida.


Enquanto voluntária, percebo que este reconhecimento não muda a essência do que fazemos,  mas muda a forma como a sociedade olha para quem escolhe dar. Muda também a forma como nós próprios nos vemos. O voluntariado deixa de ser “apenas” algo que fazemos e passa a ser parte da nossa identidade cívica.

Ao sair da palestra, senti gratidão, pela Atlas, pelas pessoas que encontrei ao longo destes anos, pelas causas que me atravessaram e pelas versões de mim que nasceram em cada ação. O Cartão do Voluntário é um passo  realmente importante. Mas o verdadeiro cartão continua a ser aquele que carregamos dentro de nós, feito de compromisso, humanidade e vontade de construir um mundo mais justo, todos juntos.


O dia do voluntário, bem como todos os outros dias são de celebração do que fomos, o que somos e tudo aquilo que ainda seremos. Porque ser voluntária não é um capítulo da minha vida. É uma forma de estar nela.


Lisa Barbosa

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ONDE O TEMPO GANHA SENTIDO E A SOLIDARIEDADE NOS CONFORTA

Que este novo ano chegue sereno e firme, como sempre acreditámos que as coisas boas devem chegar, passo a passo, com trabalho, com presença, com humanidade.

Aos voluntários, que dão tempo, quando o tempo parece curto, aos amigos, que nunca faltam mesmo quando não fazem ruído, e aos responsáveis, que assumem a nobre tarefa de decidir e cuidar, deixamos um profundo obrigado e um voto de confiança renovada.

O caminho da nossa ONGD faz-se de gestos simples, de mãos estendidas, de valores antigos que nunca envelhecem, respeito, compromisso, solidariedade. É assim que honramos o passado e é assim que construímos o futuro.

Que este ano nos traga saúde, coragem tranquila e aquela alegria discreta que nasce de saber que estamos onde devemos estar. O mundo muda depressa, mas o essencial permanece, fazer o bem, com verdade, com rigor e com coração.

Seguimos juntos, com os pés assentes na terra e o olhar no amanhã. Bom ano, e que ele valha a pena.

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