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Centenas de consultas, mil encontros de humanidade

Recordo com gratidão os dias de missão no Gungo, em Angola. Foram tempos de verdadeira riqueza para todos nós, médicos, pessoas da missão e residentes. Estiveram presentes cinco elementos do ATLAS, três médicos e dois enfermeiros, que realizaram centenas de consultas. Funcionavam três consultórios, acompanhados por vinte e sete formandos atentos e empenhados, que tiveram depois a oportunidade de receber formação teórica a partir da experiência prática recolhida. A comunidade acorreu em grande número, revelando a sede de cuidados e de esperança. No domingo celebrou-se missa na Donga (montanhas), com a participação viva dos membros do Movimento da Congregação Mariana, que assinalavam vinte anos desde o restabelecimento deste movimento no Gungo. Também o Conselho Permanente esteve reunido naqueles dias, testemunhando a força organizativa da comunidade.

Houve momentos de urgência, como o transporte de um doente grave até à cidade, mas nada retirou a serenidade da missão, apenas reforçou a consciência do quanto ainda há por fazer.

Foi uma experiência intensa, cheia de entrega e partilha, que ficará gravada como um sinal de fé, de serviço e de amizade entre povos e gerações.

Autor: Padre David Nogueira

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“Atlas”-  ponto de reencontro com a solidariedade

Ser voluntária na Atlas, projeto Velhos Amigos – Batalha é muito mais do que visitar alguém. É criar laços, ouvir histórias, partilhar sorrisos e perceber que, no fundo, todos precisamos de sentir que somos lembrados. Aqui encontrei uma forma de dar voz às histórias das mulheres do campo, honrando a minha própria ancestralidade. Hoje compreendo porque o universo me encaminhou para a Batalha, descobri que uma das beneficiárias conheceu os meus trisavós maternos e que estes foram homenageados, pela sua profissão, com o nome de uma rua “os ferreiros” na localidade. Quando estamos prontos para receber, o universo brinda-nos com encontros assim. Cada visita é uma troca: levo companhia e carinho, recebo em dobro amor, sabedoria e gratidão. Acredito que pequenos gestos podem mudar dias e, às vezes, até vidas. E a minha já mudou.

Sofia Marcelino

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A Casa, o Batom e o Abraço da Rotina

As pessoas que me trazem as refeições a casa são todas muito boas. São simpáticas, prestáveis, e sempre com uma palavra amiga. Já mudei de casa para mais longe, mas mesmo assim continuaram a vir apoiar-me. Já deve fazer uns cinco anos, e não me têm faltado.

Este apoio ajuda-me muito. Gosto da companhia delas, todas muito queridas, e espero ainda durar mais uns anos para continuar a recebê-las com alegria. Desejo sinceramente que também elas possam receber, um dia, o mesmo carinho que nos dão a nós.

Hoje gostei muito do dia, foi o dia das atividades. Gostei do passeio de carro e até passei pela rua onde morei, vi a minha rica casa, e isso fez-me muito bem. Soube bem sair de casa, arranjar-me, vestir-me com mais cuidado… já não o fazia há um ano. Até pus batom! Quis vir toda bonita. O meu companheiro Fernando até me tirou uma fotografia para meter no Facebook.

Foi um dia especial, para a próxima vez quero fazer em minha casa, já está combinado!

Autora: Isabel Lopes (Belinha)

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As primeiras sementes em Coimbra

Depois de experiências tão enriquecedoras em Pombal, Marinha Grande e Leiria, a Associação Atlas deu início às dinâmicas com os beneficiários em Coimbra, criando o primeiro de muitos momentos de convívio e partilha. Foi um encontro simples, mas cheio de significado, onde começámos a lançar as primeiras sementes de uma nova rotina.

Neste primeiro encontro, contámos com a presença de duas idosas, com quem partilhámos uma tarde muito especial. Embora o grupo ainda seja pequeno, é com entusiasmo e confiança que olhamos para os próximos encontros, certos de que estas sessões crescerão, ganhando novos rostos, novas histórias e novas relações.

Desde o início, foi evidente o impacto positivo desta iniciativa. O simples facto de saírem de casa, preparem-se, escolherem a roupa com cuidado, tudo isso revelava a importância que atribuíam a este momento.

Falou-se do passado, da cidade de Coimbra e das suas transformações ao longo dos anos. Partilharam-se memórias, vivências antigas e refletiu-se sobre as diferenças entre o “antigamente” e os dias de hoje. Houve espaço para riso, para o calor das palavras e até para um animado jogo de bingo, que despertou sorrisos e uma saudável dose de competição amigável. E claro, o lanche, com chá e bolachas.

Mas talvez o mais importante tenha sido perceber que este encontro não foi único e a certeza de que se irá repetir. Saber que haverá uma próxima sexta-feira, com novas conversas e partilhas cria desde já um sentimento de pertença, dá cor à rotina e expetativa.

Já testemunhámos, nos outros locais, como estes encontros se tornaram um verdadeiro marco na semana de muitos idosos, o dia que aguardam com expetativa, sabendo que vão sair de casa, reencontrar amigos, conversar, rir e sentir-se parte da comunidade. Para alguns, é mesmo o único dia em que quebram o isolamento, o único momento em que a rotina se enche de vozes e de afetos, devolvendo-lhes o sentimento de pertença. É este espírito que queremos que sintam agora em Coimbra. Queremos que também aqui os idosos encontrem no calendário um dia especial, esperado, que marque a diferença em relação à monotonia da semana.

Para muitos dos nossos beneficiários, o isolamento não é apenas ausência de companhia, é também ausência de escuta, de toque, de estímulo. É por isso que estes encontros, mesmo quando parecem simples, têm um impacto tão profundo, devolvendo presença, riso, memória e cuidado, tornando-se um verdadeiro reencontro consigo próprios e com os outros.

Os encontros vão realizar-se todas as sextas-feiras e serão momentos abertos também à participação dos voluntários da Atlas. Que venham muitos mais, sempre com a animação dos jogos, as histórias de vida e o mais importante: presença.

Autora: Daniela Ferreira

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Um sábado de partilha, um mês de amizade

No passado sábado, a Atlas promoveu uma sessão de Integração para dar as boas-vindas aos seus novos voluntários, num momento de partilha de experiências e testemunhos. Como sou de Coimbra, participei online, mas ainda assim senti-me verdadeiramente integrada. Tivemos oportunidade de conhecer melhor as diferentes iniciativas da Atlas para além do projeto Velhos Amigos, onde colaboro, e até partilhámos imagens com as quais nos identificamos. No meu caso, escolhi a fotografia de um campo com árvores retorcidas e caídas: transmite-me calma e lembra-me a beleza que existe na simplicidade e no tempo que passa.

A minha experiência como voluntária na Atlas tem sido profundamente enriquecedora. Tenho aprendido muito com o senhor Jorge e a senhora Maria. Sempre que os visito, partilham comigo histórias da sua terra natal, de como era Coimbra noutros tempos e, até curiosidades sobre edifícios históricos e a vida que já se viveu neles. Todos os meses, aguardo com entusiasmo o dia em que os vou visitar e, quando esse momento chega, saio sempre com vontade de regressar.

Autora: Sofia Botelho                                                        

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A minha história com a Atlas- Quando a solidariedade se torna família

A minha história com a Atlas confunde-se com a própria Atlas, pois assisti não ao seu nascimento, mas aos primeiros movimentos, a que não podemos chamar ainda passos. Fiz parte do grupo que visitou os primeiros beneficiários na alta de Coimbra e que depois dividiu os voluntários por equipas e atribuiu os beneficiários por essas equipas. Participei nas reuniões iniciais, no apartamento da Rosário, e integrei os órgãos da ONG que estava a nascer. Ou seja, praticamente desde que há voluntariado na Atlas eu estou lá.

A minha entrada, neste movimento, aconteceu através de uma colega de trabalho que me falou do projeto cujo principal objetivo era atenuar a solidão e isolamento de alguns habitantes da alta de Coimbra. Este desiderato pareceu-me perfeito pois seria algo que podia cativar o meu marido que tinha particular interesse em conhecer as histórias e as vivências dos habitantes da alta de Coimbra. Assim, o voluntariado que a Atlas nos propunha revestia-se de um atrativo especial com o potencial de interessar e envolver a nossa família. O voluntariado deu-nos muitas oportunidades de partilhar momentos inesquecíveis, desde logo acompanhar beneficiários com a cadência da divisão do mês pela equipa, mas também outros momentos mais esporádicos, como a possibilidade de integrar um grupo a tocar e a cantar as janeiras pelas casas dos vários beneficiários, participar em filmagens, partilhar lanches e encontros, dividir operações de limpeza, conviver em almoços e jantares, assistir a galas e outras iniciativas que nos aproximaram e permitiram criar laços com os beneficiários e com os outros voluntários.

A palavra voluntário tem origem no latim e significa “de própria vontade”. Eu sinto que a ação da nossa família, com o suporte da Atlas ao longo destes muitos anos, foi sendo feita de forma tão livre, espontânea e sem obrigações que se funde com o nosso quotidiano. Aliás, as ações que realizamos, em nome da Atlas, deixaram de ser movidas pelo exercício de uma vontade expressa e consciente, para passarem a ser gestos automáticos que fazem parte do nosso dia-a-dia.

Estamos muito gratos à Atlas por nos dar esta oportunidade de integrar, na nossa vida, gestos de generosidade e altruísmo, em que foi possível transformar a tarefa de levar refeições a alguns beneficiários, no cuidado a mais um membro da família. Estes anos de voluntariado, na Atlas, alimentaram um sentimento de orgulhosa pertença a uma organização que tem um papel tão importante no alívio da solidão, na vida de muitos, com a presença, no mínimo semanal, de um rosto amigo e leal.

Autora: Célia Cravo

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Patrícia Frade, a nova ponte de solidariedade da Atlas de Leiria

Chamo-me Patrícia Frade, sou natural de Pombal, e há seis anos Leiria acolheu-me. Sou Assistente Social, e ao longo do meu percurso profissional, colaborei em projetos de desenvolvimento local e de cooperação social com públicos diversificados, nomeadamente, idosos, crianças e jovens em risco, vítimas de violência doméstica e, mais recentemente, estudantes com necessidades específicas no ensino superior, designadamente, no Politécnico de Leiria, também apoio a bolsa de voluntariado e iniciativas de inclusão e integração em prol do bem-estar e do sucesso académico dos estudantes na mesma instituição.  Conheci a ATLAS People Like Us, através da minha mãe – é voluntária num dos projetos – e rapidamente passei a admirar o impacto humano e social que a organização promove. Assim que surgiu a oportunidade, juntei-me à equipa de voluntários e, nos últimos três anos, tenho feito parte da família ATLAS. Foi com entusiasmo que aceitei o convite para a coordenação de voluntariado da delegação de Leiria, designadamente, do projeto Velhos Amigos, com o coração aberto para acolher, inspirar e construir pontes em conjunto. Acredito nos valores e nos direitos humanos, e que cada pessoa deve viver com dignidade. Vejo o voluntariado como uma oportunidade de nos partilharmos e de semear sorrisos com empatia, contribuindo para uma sociedade mais justa, solidária e humana. Para além de sentir um dever cívico e solidário, sinto-me naturalmente motivada a contribuir com o que está ao meu alcance para melhorar o nosso mundo, e para isso encontro inspiração nos momentos simples como ouvir música, passear e dançar e sobretudo com a família e os amigos.

Autora: Patrícia Frade

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Uma noite de Natal com sabor a solidariedade, apoiando a Atlas e fazemos a diferença. O espírito natalício ganha vida quando se transforma em apoio, juntemo-nos todos à Atlas nesta noite solidária, divulgando este Espetáculo Solidário.

Queridos Amigos, Membros e Apoiantes da Atlas,

A magia do Natal está no ar e, este ano, queremos celebrá-la consigo de uma forma verdadeiramente especial!

A nossa Festa de Natal promete ser uma noite inesquecível de música, dança e solidariedade, marcando o início das festividades e unindo a nossa comunidade.

É com enorme alegria que convidamos V. Ex.as e respetivas famílias para este evento, que não é apenas uma celebração, mas também um momento importante para a nossa associação.

📅 Data: 5 de dezembro (Dia de Natal)

🕘 Hora: 21h00

📍 Local: Auditório do Rancho Folclórico do Freixial – Arrabal


Uma Noite de Espetáculo e Talento

  • Artistas locais e alguns nomes nacionais que se juntam de coração a esta causa.
  • Atuação especial do Grupo de Ballet do Centro de Artes do Arrabal, trazendo toda a sua graça e elegância para o palco.

O Verdadeiro Espírito da Época: O Nosso Objetivo

Mais do que um espetáculo, esta noite tem um propósito duplo e muito especial:

  1. Angariar Fundos – Todo o valor recolhido reverterá a favor dos projetos da Atlas, permitindo-nos continuar a fazer a diferença na comunidade.
  2. Convívio e União – Uma oportunidade maravilhosa de convívio natalício entre membros, amigos e público em geral, fortalecendo os laços que nos unem.

Um Ensaio com Alma de Gala

Esta Festa de Natal serve também como ensaio geral aberto ao público para a grande Gala Atlas, que se realizará em fevereiro no prestigiado Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria.

Será a primeira oportunidade para ter um vislumbre do que preparámos para esse grande evento!


Contamos Consigo! Vamos Mobilizar!

Para que esta noite seja um sucesso absoluto, precisamos da ajuda de todos!

Vamos difundir este evento: partilhe este convite com familiares, amigos e colegas.

Em breve, teremos um cartaz oficial com a lista completa de artistas para divulgarem com orgulho.


Juntos, podemos fazer desta celebração um ponto de partida brilhante para o novo ano.

Não falte! Vamos celebrar o Natal com alegria, arte e um propósito comum.

Autor:

Américo Oliveira

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Junte-se à Atlas – Cada Momento Conta

Siga a programação e guarde cada data na memória . A Atlas precisa de si em todos os momentos, porque cada gesto, cada presença e cada contribuição transformam vidas e fortalecem a solidariedade. Partilhe experiências, apoie quem mais precisa e sinta de perto a diferença que juntos podemos fazer. A sua presença é mais do que bem-vinda, é essencial.

Programação para Setembro

 • Atividades com os beneficiários nas Delegações de Marinha Grande, Pombal e Leiria:

-Leiria: 12 e 26 de setembro;

-Marinha Grande: 9, 16, 23 e 30 de setembro;

-Pombal: 4, 11, 18 e 25 de setembro;

 • Sessão de integração de voluntários:

-Coimbra: 20 de setembro;

-Leiria: 27 de setembro;

 • Piquenique dos Voluntários Atlas – 28 de setembro 

A Direção.

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“A presença da Atlas aquece mais do que o sol de inverno. Não é apenas companhia que leva ao seu velho amigo,  é como se a vida lhe  dissesse que ainda vale a pena, levando-o a sentir que não está  sozinho.”

Uma visita… muitos amigos para a vida

José Américo Paulo, 85 anos, é um “velho amigo “ que já visitamos há vários anos na Marinha Grande. A Equipa 7, que o acompanha, já o conhecia quando visitávamos a sua companheira e da qual ele era seu tratador informal, mas após a sua ausência, o sr. Américo passou a ser nosso “amigo”.

Este sábado, como quase todos, viu-nos passar através da janela e quando batemos à porta, abriu-a imediatamente com um sorriso, exclamando “os meus amigos!!”.

Após a logística habitual e como se encontrava visivelmente bem-disposto, ficámos a conversar um pouco mais. O Sr. Américo, referiu que gosta muito de nos ver em sua casa, e que sem nós não teria refeições durante o fim-de-semana, pois  “já não tenho paciência para ir buscar a comida ao restaurante ou ao supermercado e às vezes, sabem, nem para aquecer a sopa…” , além disso converso um pouco e se tenho algum problema, também mo tentam resolver. “Lembram-se do colchão e da televisão que não funcionavam? foram vocês que mexeram neles e os puseram a trabalhar”, disse a sorrir.

Quanto à comida que lhe levamos “sou um pouco esquisito…”, mas como insistimos que deve comer de tudo um pouco,  tentamos que o que lhe é atribuído seja do seu gosto, diz-nos que come “mas a sopa só como ao jantar, o doce vou comer ao lanche, se trouxeram salada… não como”. 

O sr. Américo, confessou-nos que gosta, também, muito de ir à Sede da Atlas, participar nas atividade “. A Dona Dora é impecável, telefona-me, combina comigo e as meninas vêm buscar-me e trazer-me a casa. Bem, houve uma altura em que não queria ir…mas hoje, arrependo-me, mas tanto insistiram que voltei e gosto do convívio, dos jogos, dos trabalhitos, do lanche etc…” “Noutras alturas, a Atlas já me levou a outros lugares, como à feira de Leiria, onde comemos farturas, à festa da Marinha, no Natal fomos almoçar todos, são todos formidáveis, meus amigos, meus companheiros…” .

Autores: Américo Paulo/Inês Marias Silva Voluntária da Atlas-People Like Us /Marinha Grande

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