Sem Categoria

“De volta ao Gungo, em Angola, os médicos de Leiria  em nome da Atlas levam nas mãos a cura e no coração a solidariedade, trabalhando para transformar dor em esperança e construir pontes que atravessam fronteiras.”

De 15 a 29 de setembro, a ATLAS volta ao Gungo

Com o coração cheio de esperança e compromisso, a nossa equipa prepara-se para mais uma missão solidária que levará cuidados de saúde, partilha de conhecimento e apoio à comunidade do Gungo.

Financiada pelo programa Saúde nos Junta, do Ministérios da Saúde, irá em missão uma comitiva liderada pela nossa presidente, Helena Vasconcelos, e integra ainda Vânia Martins (Pediatra), Gonçalo Pereira (Enfermeiro especialista em saúde infantil e pediátrica), Pedro Ceia (Médico interno de Ginecologia e Obstetrícia) e Margarida Santos (Enfermeira com experiência em Urgência Obstétrica e Ginecologia/Bloco de partos).

A intervenção terá como prioridades a saúde materno-infantil e o controlo de doenças crónicas transmissíveis e não transmissíveis, através de consultas médicas que integram prevenção, diagnóstico, intervenção terapêutica e educação em saúde. As consultas funcionarão também como momentos de formação prática para os profissionais locais, reforçando competências e assegurando a sustentabilidade da ação.

Esta missão complementa o trabalho que temos vindo a desenvolver no projeto Kamba Gungo e permite-nos levar medicação e guias práticos para os Promotores de Saúde.

Esta caminhada não seria possível sem o Grupo Missionário Ondjoyetu, parceiros incansáveis no terreno, que há anos dedicam o seu tempo e energia a apoiar e servir esta comunidade. O seu trabalho contínuo, proximidade e profundo conhecimento local são a base que permite que missões como esta tenham impacto real e duradouro.

Acompanhe-nos nesta Jornada!

Siga os nossos relatos e histórias nas redes sociais e faça parte desta missão que leva esperança e cuidado a quem mais precisa.

Autora: Patrícia Silva

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Um Novo Sentido para a Quinta-Feira

Reformei-me muito cedo, aos 39 anos. Durante algum tempo, ocupei os meus dias com trabalho voluntário, muito ligado aos idosos, porque sempre gostei muito de lidar e cuidar dos idosos. Mas quando o deixei de fazer, acabei por me recolher e ficar por casa.

Foi por acaso que descobri a ATLAS, costumava passar pela sede antiga e como via movimento e pessoas lá dentro, um dia decidi entrar… foi uma situação muito inesperada, mas fui tão bem recebida que comecei a vir todas as semanas. Foi nessa altura que começámos a fazer as peneiras.

Algumas pessoas já conhecia, outras fui conhecendo ao longo do tempo. Hoje em dia fico sempre à espera da quinta-feira (dia das atividades), é praticamente o único dia da semana que eu tenho, porque sei que há uma motivação para sair de casa, se não for fazer a minha caminhada não saio de casa.

Aqui partilhamos novidades umas das outras, conversamos… é o convívio e o lanche.

Um dos momentos mais memoráveis para mim aconteceu no ano passado, no dia do meu aniversário. Nunca tinha celebrado o meu aniversário antes. Nesse dia levei um bolo e a D. Adelaide foi ao jardim dela apanhar rosas para me oferecer. Ainda hoje tenho a fotografia do ramo no meu telemóvel. Chorei o tempo todo, não conseguia parar as lágrimas.

Nunca me vou esquecer…

Autora: Georgina Neves, 72 anos

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“Onde há fragilidade, a Atlas constrói força, onde há silêncio, dá voz, onde há escuridão, acende luz.”

A Atlas como ponto de viragem na minha vida

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa muito ativa, dedicada ao associativismo e ao voluntariado, com uma paixão pela aventura, nunca estou parada. Mas nem sempre foi assim. Aos 13 anos, fui diagnosticada com ansiedade social. Mal saía de casa, evitava lojas, faltava às aulas e tinha ataques de pânico, só de imaginar interagir com pessoas. Após anos a sentir-me presa na minha própria cabeça, decidi que não podia continuar a viver escondida. Se queria alcançar os meus sonhos, tinha de enfrentar a vida de frente.

O meu primeiro passo foi a Atlas, através do projeto “Velhos Amigos”. Lembro-me de procurar no Facebook associações em Pombal, pois, já que tinha de interagir com pessoas, queria que fosse por uma causa maior. Foi então que encontrei a Atlas… e fez-se luz. Começar não foi fácil. Recordo-me de chorar nos dias antes do voluntariado, de tão nervosa que estava. Mas quando me encontrava com os beneficiários e com outros voluntários, sentia algo raro para mim até então: pertença. Não só estava a contribuir para a comunidade, como estava a crescer ativamente como pessoa.

À medida que ganhava coragem, comecei também a passar tardes na sede e a participar em outros eventos. Estava nervosa, sim, mas sentia-me orgulhosa por enfrentar a ansiedade e estar rodeada de pessoas tão queridas. A Atlas tornou-se um porto seguro que me permitiu crescer imenso. Esta confiança permitiu que, com tempo, fosse enfrentando mais desafios e integrando mais projetos. Hoje, aos 21 anos, olho para trás e quase não acredito no caminho percorrido. Já fui vice-presidente de uma associação, representei uma organização portuguesa no estrangeiro, participei em projetos e equipas incríveis, construí amizades para a vida e lancei as bases para o futuro com que sempre sonhei.

Sou profundamente grata por todas as experiências que vivi aqui. Sempre que me perguntam como é que consigo ser resiliente e abraçar tantos desafios, respondo: comecei na Atlas. O voluntariado é algo verdadeiramente belo: ajudamos os outros, mas também nos ajudamos a nós.

Muito obrigada por me receberem.

Autora: Joana Job

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Agosto, tempo de pausa, mas nunca de esquecimento

O mês de agosto chegou para todos com o seu ritmo mais lento, o calor mais demorado e o silêncio bom das rotinas em pausa. É tempo de férias, de reencontros familiares, de descanso merecido, de caminhar devagar e olhar o mundo com mais leveza. Também a Atlas vive este tempo com serenidade.

Não há atividades programadas, não há grandes movimentações. Apenas algumas sessões pontuais com os nossos idosos, que continuam a merecer o nosso carinho e atenção, mesmo no embalo calmo do verão. Mas o coração da Atlas não para. Este é o tempo em que se regenera o espírito, se revigoram as forças, se repensam caminhos. Como a terra que repousa antes da sementeira, também nós precisamos deste compasso para regressar com energia redobrada. Em setembro, voltaremos com todo o vigor, como quem sabe que há ainda muito por fazer. Porque o compromisso da Atlas com a solidariedade não tira férias, apenas se recolhe um pouco… para depois abraçar ainda mais.

Até já.

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AJUDAR A ATLAS AINDA É POSSÍVEL, mesmo depois do IRS

A solidariedade não tem prazo
A doação do IRS já terminou, mas há gestos que continuam a fazer a diferença.
A Atlas continua a contar com o seu apoio para levar esperança e ajuda a quem mais precisa. A solidariedade não se esgota em datas nem em percentagens.

Ajudar continua a ser possível  e mais simples do que imagina.
Com a Atlas, pode apoiar causas sociais, com recurso a uma simples transferência por MB Way.

Porque apoiar a Atlas é ser parte ativa de uma comunidade que cuida.
É dizer “estou aqui” a quem mais precisa.

Junte-se à Atlas. Porque ajudar é um caminho que se faz com o coração.

COMO PODE AJUDAR
Apoie via MB Way ou transferência bancária:MB Way: Envie para o número: (surge automaticamente na aplicação, quamdo se introduz o valor)
Precisa de ajuda?
Nós explicamos com imagens: passo a passo, para que ajudar seja mesmo simples.

1º Passo:

2º Passo:

3º Passo:

Ajudar a Atlas é ser solidário com causas reais, locais e urgentes.
A sua ajuda transforma vidas.

Junte-se a nós.
A solidariedade é um caminho feito de pequenos gestos com grande impacto.

A coordenação

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Cada livro, cada artigo acende ainda mais a chama da solidariedade em cada um de nós, fazendo-nos acreditar que as pessoas sonham e a obra acontece.

Tem sido assim na Atlas. A atividade do passado dia 26-07 veio confirmá-lo.

Com o apoio do Intermarché-Marinha Grande, realizámos no passado sábado, neste supermercado, uma atividade sob o mote “Oferece solidariedade, leva conhecimento.”

Esta atividade integrou o projeto “escolas solidárias” e teve vários propósitos. 

A intenção primeira foi a recolha de bens para os cabazes solidários,  em que superámos as nossas melhores expectativas. A título de exemplo refira-se a recolha de 25 garrafas de azeite, entre muitos outros bens alimentares e de higiene pessoal.

Foi também um momento de estimular o gosto pela leitura. Mesmo quando nos referiam não ter hábitos de leitura, questionávamos a possibilidade de levarem um livro para um amigo ou familiar, nomeadamente crianças. Houve vários avôs e avós a levar livros para os seus netos, o que nos encantou.

Por último e não menos importante, aproveitámos este evento para dar a conhecer a Atlas, o seu propósito e a forma como se desenrolam alguns dos projetos.

A reação das pessoas com quem interagimos foi muito positiva e fez-nos acreditar, mais uma vez, que estamos no bom caminho. 

Tivemos uma breve conversa com um senhor inglês muito bem-humorado, que se mostrou muito interessado, acabando por dizer que faz voluntariado na “concorrência”. Riu-se muito quando lhe respondemos que não há concorrência porque o propósito é idêntico. 

Pelo que fica dito e pela experiência pessoal que esta atividade nos proporcionou enquanto voluntários, parabenizamos quem teve a ideia e também quem a pôs em prática. 

Somos Atlas-de pessoas para pessoas.

Autora:

Elia Cruz

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Mãos vivas, vidas com histórias, dão sentido ao facto de o “Tempo Ser Agora” 

Projeto Radices- Construção de taças (Todos artesãos, criamos afetos)

As sessões de Radices, que decorrem nas cidades de Leiria, Marinha Grande e Pombal, têm-se revelado verdadeiros balões de oxigénio nos dias mais solitários dos nossos idosos. Mais do que simples oficinas de cerâmica, são momentos de encontro, de redescoberta de capacidades muitas vezes esquecidas e de convívio em torno de um belo lanche.

Entre mãos que dão forma à argila fria, rendas que moldam a peça, lixas que afinam contornos e pincéis que acrescentam cor e camadas de verniz, vai-se desenrolando um processo metódico, mas profundamente estimulante. Cada participante acompanha todas as etapas de criação da sua peça, desde o molde inicial até à taça pronta a vender.

Há quem comente, com brilho nos olhos, que ainda vai a tempo de aprender coisas novas, como se essa ideia tivesse estado adormecida durante algum tempo.

Mas as sessões são muito mais do que cerâmica. É espaço de conversa, de partilha, de escuta e de cuidado. É onde se trocam histórias, se desabafam mágoas, se constroem amizades. É também onde se celebram aniversários há muito por celebrar, resgatando datas que, durante anos, passaram em silêncio.

Gostaríamos muito de alargar este projeto à cidade de Coimbra, levando consigo o mesmo espírito de partilha, criatividade e acolhimento. Para isso, estamos à procura de voluntários que queiram juntar-se a nós nesta missão de combater a solidão através da arte e do encontro.

Autora:

Patrícia Silva

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Iniciar um caminho de esperança por um mundo com mais dignidade 

Desde o início da minha caminhada na área de Serviço Social, os meus primeiros contactos com a realidade social estiveram essencialmente ligados à infância e juventude, por acreditar que é nesta fase do ciclo de vida que reside a chave para quebrar ciclos de exclusão e risco, promovendo mudanças essenciais no percurso de vida destas crianças e jovens.

Atualmente, decidi abraçar um novo desafio, integrar o estágio profissional na ATLAS – People Like Us. Neste novo capítulo, abro espaço para conhecer e intervir junto de um público distinto, a população idosa.

Este novo contacto tem-me levado a refletir sobre as semelhanças entre a infância e a velhice.

Apesar de à primeira vista, parecem etapas distantes, na verdade, estão mais próximas do que imaginamos, ambas são fases de maior vulnerabilidade, de dependência e, muitas vezes, de invisibilidade, ambas pedem cuidado, atenção e presença e, acima de tudo, são momentos em que o outro faz toda a diferença.

O que vivemos na infância deixa marcas profundas que nos acompanham até à velhice, sejam elas de afeto ou de ausência, muitas das dores silenciosas dos idosos de hoje têm raízes numa infância sem rede, sem escuta, sem proteção, é por isso que vejo o ciclo de vida como uma linha contínua onde todas as fases se entrelaçam. Acredito fielmente que olhar para o ciclo de vida de forma integrada é essencial, uma vez que todas as fases estão interligadas, e o impacto de cada uma repercute-se nas seguintes. É assim, fundamental, promover uma atuação que reconheça essa continuidade, valorizando cada etapa com a consciência de que o que hoje construímos será, inevitavelmente, o reflexo do amanhã.

Acredito que integrar a ATLAS será uma oportunidade única para continuar a crescer, não só como profissional, mas também como pessoa, sendo uma entidade que ressoa fortemente com aquilo em que acredito enquanto assistente social, de que é possível promover mudanças reais na vida das pessoas, desde que exista compromisso, criatividade e ação coletiva.

Autora:
Daniela Ferreira

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Atlas no Jardim do Cardal: BioArtes e Bodo

O mês de julho trouxe à cidade de Pombal muito mais do que sol e festa. Trouxe também partilhas únicas, reencontros com o que nos move e, acima de tudo, comunidade.

A Atlas marcou presença em dois momentos especiais no coração da cidade: a feira BioArtes, nos dias 12 e 13 de julho, e as emblemáticas Festas do Bodo, nos dias 24 a 29 de julho, ambas as presenças no belo Jardim do Cardal.

A feira BioArtes, uma iniciativa da Freguesia de Pombal e da ADAP – Associação de Artesãos de Pombal, foi um convite à descoberta de talentos e causas. Lado a lado com artesãos, famílias e visitantes, os nossos voluntários partilharam tanto arte como o propósito da Atlas. Entre peças criadas pelos nossos beneficiários nos projetos “Velhos são os Trapos”, “Radices” e “Ludicidades”, e entre notas de música e reencontros com amigos, houve espaço para mostrar como a arte pode ser ponte, diálogo e expressão.

Assim que as luzes da feira se apagaram, mal houve tempo para descansar o coração, porque logo chegaram as Festas do Bodo, esse momento tão identitário da cidade. É claro que a Atlas regressou, uma vez mais, ao Jardim do Cardal. Desta vez, com os já famosos beijinhos e cavacas da Confeitaria Vale Lda, que se tornaram símbolos doces de memórias e afetos partilhados.

Foi bonito ver como tanta gente se aproximava, alguns por curiosidade, outros por saudade, muitos pelo simples prazer da conversa. Muitos saíram da nossa barraquinha com um sorriso no rosto, um doce na mão e um coração cheio.

A cada conversa travada, a cada gesto solidário, sentimos que a missão da Atlas não é só nossa, mas também de todos os que se aproximam e escolhem caminhar connosco. A banca da Atlas, nestes dias, foi um pequeno refúgio onde havia sempre espaço para a conversa, empatia e festa.

Por isso devo dizer a todos os que passaram, contribuíram, perguntaram, sorriram: muito obrigado.

Autora:

Joana Job

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ENCONTRO AO SERÃO NA MARINHA GRANDE 

Grande, desta vez para falar sobre as “Chegadas e Partidas das Pessoas Migrantes” ao nosso país, num ambiente descontraído e amigável.

É uma realidade a chegada de pessoas migrantes que vêm para Portugal à procura de uma vida melhor. Nos últimos anos, tem-se verificado uma migração significativa proveniente de vários países, principalmente devido às guerras. No entanto, numa perspetiva positiva, com a introdução de outras línguas e culturas, no nosso encontro falámos sobre o que está a ser feito no Agrupamento de Escolas da Marinha Grande.

Estiveram presentes o Presidente do Agrupamento, Professor Cesário Silva, e outros professores. Foi apresentado um projeto muito interessante, que promove a interação entre professores, alunos e pessoas de outras línguas, com vista à inclusão.

Já faz parte do projeto uma cidadã indiana, que também esteve presente e nos falou sobre a dificuldade em aprender a nossa língua. No entanto, com muito esforço, tem conseguido ultrapassar esse desafio. Hoje, sente-se integrada e apoiada.

Para terminar, devo dizer que devemos ajudar os migrantes a integrarem-se na nossa sociedade e nas escolas. É uma forma muito importante de aproximar pais e filhos e de fortalecer os laços entre as pessoas.

Foi um serão muito interessante e descontraído.

Autora:

Preciosa Soares

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