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Agenda de Julho 2025

📌 Sessões do Projeto Radices

  • Leiria: 10 e 25 de julho
  • Marinha Grande: 1, 8, 15, 22 e 29 de julho
  • Pombal: 3, 10, 17, 24 e 31 de julho

📅 12 e 13 de julho:

  • 🛍️ BioArtes – Mercado de Produtos Locais e Artesanais de Pombal

📅 25, 26, 27 e 28 de julho:

  • 🎉 Festa do Bodo – Pombal

📅 26 de julho:

  • 📚🤝 Atividade Solidária – “Troca de Livros por Bens Alimentares”
  • 📍 Intermarché da Marinha Grande
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Realização das “Taças- Todos artesãos, Criamos Afetos” na Marinha Grande

“Os espelhos são usados para ver o rosto: a arte para ver a alma.”, (George Bernard Shaw)

No passado mês de maio, iniciámos a produção de uma peça artística, cocriada pelos beneficiários de Pombal e pelos alunos da Escola Secundária de Pombal. Esta iniciativa surge no âmbito do Projeto Radices, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, através do Core-Funding do programa Democracia e Sociedade Civil.

Partilho com vocês um pouco da minha experiência nas sessões dinamizadas na delegação da Marinha Grande. É incrível a forma como os nossos idosos se desafiam a cada novo projeto ou atividade que lhes é proposta. Neste projeto em específico, é de salientar a importância do inventar e do criar, e como, com o auxílio das suas mãos “cheias de histórias”, vão construindo peças únicas e irrepetíveis.

“Todos Artesãos Criam os Afetos” é o lema escolhido para decorar a caixinha que contém esta belíssima obra de arte, criada pelos idosos das delegações de Pombal, Leiria e Marinha Grande. Alguns exemplares já foram vendidos na FIABA e nas festas da cidade da Marinha Grande.

E, olhando para este bonito lema, apraz-me dizer que a veia artística que transborda em cada um deles faz-nos realmente perceber o quão bonito é conseguir transmitir afetos e sentimentos através da arte. A arte é, de facto, a linguagem da alma.

A satisfação deles é visível nos seus sorrisos, à medida que vão criando peças bonitas e especiais. Uma das nossas artesãs, a D. Sebastiana, tendo incapacidade visual, sente toda a arte que vai criando apenas com o auxílio do tato.

E assim, dia após dia, sessão após sessão, vamos despertando todos os sentidos — e despertando, em nós e em quem nos rodeia, uma vontade cada vez maior de criar, descobrir e enfrentar esta jornada que é a vida.

Autora:

Rafaela Pereira

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Memórias com sentido

O encontro no Café Memória, no passado dia 18 de junho, juntou pessoas que ali estavam com um propósito: conhecer a Associação ATLAS, esta grande organização que coopera e serve a comunidade, pautada por valores humanos — de pessoas para pessoas.

Foram algumas dessas pessoas que nos abriram a porta do Café Memória no dia do piquenique, tema que deu origem ao primeiro passatempo: “O que levarias para um piquenique?”

Não faltou nada: croquetes, pastéis de bacalhau, fruta, doces, sumos, água, vinho, mantas, chapéu de sol (e o resto fica à vossa descrição). Acima de tudo, não faltou a vontade de partilhar com todos, culminando num pequeno lanche oferecido pelos patrocinadores do Café Memória.

O segundo momento do encontro foi a apresentação da associação ATLAS, que promove e dá vida a projetos “diferentes”. Tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais através da exibição de um pequeno grande filme sobre os “Velhos Amigos” do concelho de Pombal.

Após esta apresentação, iniciou-se a atividade lúdica: deitar para fora e revelar o artista que há em nós. Cada participante, individualmente ou em grupo, deu o seu melhor — e o mais importante — sem preocupações, sem medos, com tempo, sem “stress”. O resultado foi uma tarde bem passada, com pessoas diferentes, mas todas iguais.

Agradeço a todos por esta oportunidade e lanço o desafio: deixem a vossa zona de conforto, abracem estas iniciativas e, quem sabe, façam a diferença — como voluntários.

O tempo que se dá aos outros é devolvido em forma de felicidade, agradecimento, afetos e realização.

Um bem-haja, ATLAS!

Autora:

Margarida Gonçalves

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Cativar os jovens para causas nobres e humanitárias através do testemunho da Atlas

“Através desta partilha, conseguimos lançar sementes de consciência social e espírito solidário — valores essenciais numa verdadeira educação para a cidadania.”

Enquanto voluntária da ATLAS – People Like Us e professora de Cidadania, senti o desejo de aproximar os alunos da realidade do voluntariado e da ação social. Foi assim que nasceu a ideia de convidar a delegação de Pombal da ATLAS para uma sessão especial com as turmas do 4.º ano, no Centro Escolar de Pombal, no dia 11 de junho de 2025.

Esta sessão teve como principal objetivo dar a conhecer o trabalho desenvolvido pela ATLAS — uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento que atua na comunidade através da promoção do voluntariado e da cooperação.

Contámos com a presença das representantes da instituição: Patrícia Silva e Sara Dias (assistentes sociais), e Ana Paula Cordeiro (coordenadora da delegação de Pombal e também voluntária), que partilharam com os alunos o coração e a missão da ATLAS – People Like Us.

Durante a atividade, refletimos em conjunto sobre questões fundamentais, como:

  • “O que é necessário para sermos felizes?”
  • “O que falta a quem vive noutras realidades?”
  • “O que podemos fazer, mesmo sendo pequenos, para ajudar a mudar o mundo à nossa volta?”

Vi nos alunos curiosidade, empatia e vontade de participar. Através desta partilha, conseguimos lançar sementes de consciência social e espírito solidário.

Grata a todas pela ajuda! Que possamos repetir nos anos que estão para vir.

Autora:

Lília Costa

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Festas da Marinha Grande: a alegria de servir e partilhar

As Festas da Cidade da Marinha Grande foram, este ano, mais do que um palco de celebração cultural e popular—foram também um espaço de encontro com os valores que verdadeiramente unem uma comunidade: a solidariedade, o compromisso e o serviço ao outro.

A Atlas fez-se presente através do seu grupo de voluntariado local, e a sua participação não passou despercebida. Com sorrisos sinceros e uma energia contagiante, nomes como Cidália Carvalheiro, Anabela Botelho, Marta Gameiro e Tânia Botelho (na foto), bem como a sempre dedicada Dora Birrento — ausente apenas momentaneamente — e outros colaboradores generosos, deram corpo e alma à missão desta organização.

Estiveram ali não só para angariar alguns fundos, mas sobretudo para mostrar, com o seu exemplo, aquilo que de mais belo a Atlas representa: o dedicar-se aos outros.

Em cada gesto, em cada conversa, em cada sorriso partilhado com quem passava, estava presente o verdadeiro espírito do voluntariado. Um espírito feito de escuta, presença e entrega.

Ao longo dos dias festivos, foram muitos os que se aproximaram, alguns por curiosidade, outros por empatia, e muitos por reconhecimento do trabalho que esta equipa incansável tem vindo a desenvolver. A banca da Atlas, mais do que um simples ponto de venda ou informação, tornou-se um pequeno espaço de humanidade no meio da festa: um lugar onde se trocavam palavras com sentido, onde se semeava esperança.

Ver o voluntariado da Marinha a representar a Atlas nestes festejos é, acima de tudo, ver a prova de que quando se trabalha com coração, as causas tornam-se visíveis e inspiradoras. Num tempo em que o mundo tantas vezes precisa de ser relembrado da importância do cuidado mútuo, é reconfortante saber que há quem, de forma tão simples e generosa, mantenha essa chama acesa.

A todos os que participaram: o nosso mais profundo agradecimento. Levaram a Atlas às festas, mas levaram também humanidade, alegria e esperança. E isso, por si só, é já uma festa dentro da festa.

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Arraial Solidário: Um Encontro de Corações ao Serviço da Missão da Atlas

28 de junho | Jardim do Visconde – Barreira, Leiria

Foi no coração do Jardim do Visconde, na Barreira, que a Atlas viveu mais um dia memorável. O Arraial Solidário, realizado no passado dia 28 de junho, voltou a reunir amigos, voluntários e comunidade em torno de uma causa maior: celebrar o espírito do voluntariado e dar a conhecer, por dentro e por fora, o pulsar generoso desta associação.

Para Helena Vasconcelos, responsável máxima da Atlas, este evento é “um momento montado para fora, para os amigos e comunidade e para dentro, para responsáveis e voluntários. Ao partilhar este trabalho sentimo-nos mais unidos e conectados, sendo uma forma de mostrar o que é a Atlas aos nossos amigos e à comunidade.”

E foi mesmo isso que se viveu: entre barracas de petiscos, tasquinhas e ateliês, cada gesto trouxe à superfície a alma da Atlas,  uma alma feita de entrega, partilha e cuidado com o outro.

TESTEMUNHOS QUE TOCARAM:

Na cozinha, Pedro Dinis resumiu o espírito com simplicidade: “Fazer o bem a mim próprio e ajudar o próximo.”

Na barraca dos doces, Isabel Guimarães ofereceu mais que guloseimas: “Ajudar o próximo e contribuir para uma causa nobre, isso faz-me muito feliz.”

Na tasquinha do bar, Rafael Rico revelou: “Foi um dia especial, gratificante por poder ajudar os outros.”

Na tasca dos petiscos Isabel Gregório, lembrou com convicção: “Só faz sentido a nossa passagem por cá, se pudermos fazer alguma coisa em benefício dos outros, nomeadamente os mais vulneráveis.”

No espaço do “porco no espeto”, Nuno Lopes partilhou com orgulho: “Estou aqui há 4 anos e faço isto por gosto da Atlas.”

Num dos momentos mais ternos do dia, o atelier “Brincando com o Ludicidades”, dinamizado por Irene Primitivo, proporcionou sorrisos e memórias a quem mais precisa: “Dinamizar as pessoas com jogos e fazê-las regressar à infância.”

E foi nesse regresso que Maria Irene Catarino, uma idosa participante, se emocionou: “Sinto-me feliz e muito satisfeita em estar aqui, agora que estou sozinha.”

Sofia Carriço na quermesse não escondia a satisfação e a felicidade por poder estar ali a ajudar. Novidade na quermesse, mas uma aprendizagem, para o futuro.

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Um Dia Especial na Atlas – Arraial Solidário Encheu Corações e Sorrisos

O passado fim de semana ficou marcado por um momento especial na Atlas – Associação de Cooperação para o Desenvolvimento, com a realização do Arraial Solidário, uma iniciativa que juntou voluntários, famílias e amigos (muitos amigos) num ambiente de partilha, alegria e compromisso solidário. Entre bancas com petiscos, jogos tradicionais, música ao vivo e atividades para todas as idades, o arraial transformou-se num verdadeiro ponto de encontro da comunidade em torno de uma causa maior: apoiar os projetos de voluntariado da Atlas.

O espírito voluntário esteve presente em cada detalhe, desde a montagem do espaço ao serviço de refeições, tudo foi assegurado com dedicação por uma equipa que acredita que pequenas ações geram grandes mudanças.

Houve também tempo para testemunhos inspiradores de voluntários que partilharam as suas experiências no terreno, revelando o impacto real da missão da Atlas na vida de muitas pessoas.

Mais do que uma festa, o Arraial Solidário foi um dia vivido com o coração “uma lembrança” de que juntos é possível construir um mundo mais justo e mais humano. Foi um abraço coletivo, um gesto de esperança e um retrato vivo daquilo que é possível quando o bem comum se torna prioridade.

Na Atlas, dias assim não se medem em horas, mas em laços criados e ficam gravados no coração de quem dá e de quem recebe.

Autor:

Américo Oliveira

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ENCONTRO AO SERÃO

O Encontro ao Serão no passado dia 20 na Escola Monsenhor José Galamba contou com uma vintena de participantes que ficaram a conhecer os projetos futuros de divulgação do Livro Ludicidades.

Foram testadas dinâmicas de sessões de leitura com puzzles das ilustrações do livro e com o acrescento de histórias acerca do brincar da infância dos voluntários aos extratos de leitura, já existentes, das 27 histórias do Livro, nomeadamente: três micro-histórias e uma história mais longa (com leitura “passa-a-palavra”). Foi lançado o repto a todos os voluntários e coordenadoras para se envidarem esforços de divulgação do livro em contexto intergeracional, nas Bibliotecas de escolas de Leiria, Marinha Grande e Pombal. A Atlas está, pois, a preparar parcerias com a Escolas, de modo que o novo ano letivo 2025-2026 tenha uma intervenção da comunidade ATLAS nas Bibliotecas Escolas destes municípios. 

Autora:

Irene Primitivo

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Liberdade, por onde andas?

“Uma gaivota voava, voava/ Asas de vento, coração de mar./ Como ela, somos livres./ Somos livres de voar.” Estes versos marcaram a infância ou juventude de muitos de nós e ficaram na memória da maioria. São versos que nos fizeram acreditar num conceito que devia ser um dado adquirido para todos os seres humanos: liberdade.

Ao imaginar a gaivota a voar com asas de vento e coração de mar, surgia um mundo que parecia perfeito, onde seria possível fazer e dizer o que se quisesse e no qual não haveria limites para a imaginação e felicidade. Um mundo colorido, repleto de sons e cheiros familiares que nos fariam sentir sempre em casa. Os anos foram passando e a gaivota foi abrandando o seu voo. As suas asas de vento perderam muito do equilíbrio que a sustentava e o seu pouso tornou-se mais frequente. Parada, deu conta da poluição dos ares, do degelo dos glaciares, das descargas poluentes, dos terrenos revirados pela mineração movida por interesses económicos… O seu coração de mar foi agredido com arritmias constantes motivadas pela observação da desintegração familiar, com pais e mães sozinhos, com crianças que vivem entre casas, sem pouso certo, com idosos solitários ou abandonados. A gaivota, que devia continuar a voar em liberdade, passa agora muito do seu tempo parada. Invade-a uma tristeza imensa perante as pessoas deportadas, a invasão de países soberanos, as mortes e torturas, as cidades e países destruídos, a fome de povos inteiros, a violência doméstica, invasão máxima da privacidade.

A gaivota sofre profundamente com perdas essenciais de liberdade: casamentos de adolescentes decididos por adultos, impedimento de raparigas frequentarem a escola só porque são mulheres, tentativas de manipulação constante de seres humanos para os mais diversos fins, esmolas frequentes oferecidas a quem mais precisa apenas para perpetuarem grupos dominantes e manterem grupos dependentes. O mundo livre da gaivota transformou-se numa prisão encapotada com máscara de liberdade. O colorido que se imaginava, está agora nas imensas ilhas de plástico no meio do oceano, nas tintas e pós usados para agredir os políticos e em bandeiras ideológicas que nada acrescentam à felicidade de cada um. De resto, o mundo parece estar a ser, cada vez mais, pincelado a preto e branco, perdendo vida e ameaçando de extinção as espécies. E a violência é uma constante desde que haja dois seres humanos. O que nos aconteceu? Quando é que, na alucinação da liberdade, esquecemos onde termina a nossa e começa a do nosso semelhante, seja ele humano, animal ou a natureza apenas? Quando é que esquecemos que a única herança que deixamos aos nossos descendentes é a casa, o mundo em que vivemos?  A gaivota voa agora para as lixeiras, onde se alimenta, e quase esqueceu a costa. As suas asas já não são de vento nem o coração de mar; vive apenas para se manter viva, e volta à praia unicamente para pernoitar e ganhar alento para o dia seguinte, ouvindo o som do mar. O que fazer então? Desistir? Não é opção. Intervir? Como? A resposta não é fácil nem óbvia. Trata-se de acreditar apenas. Acreditar nos nossos líderes: políticos, religiosos… E, principalmente, acreditar em nós mesmos. Se cada um contribuir com a sua parte do esforço, certamente conseguiremos inverter a situação e permitir que a gaivota volte a voar como a imaginámos.

Autora:

Helena de Jesus

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Alerta: Participação nas festas da cidade da Marinha Grande e da FIABA na Batalha, de 6 a 10 junho!

As tão esperadas Festas da Cidade da Marinha Grande e FIABA estão quase a começar! Este ano, prometem ser ainda mais especiais, com cinco dias repletos de animação e convívio, de 6 a 10 de junho.

Para que a presença da Atlas volte a ser um verdadeiro sucesso, como já é tradição, precisamos da colaboração e entusiasmo de todos! 

Visitem a barraquinha da Atlas, a vossa participação de todos é essencial! Só com o vosso contributo conseguimos manter o espírito solidário, divertido e acolhedor que nos caracteriza!

Autora:

Patrícia Silva

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