Páscoa foi vivida com espírito de partilha e solidariedade também nos concelhos de Leiria, Pombal e Batalha. Graças ao empenho e dedicação dos nossos voluntários, foi possível levar aos nossos beneficiários um gesto simbólico, mas profundamente significativo: a entrega de folares.
Esta iniciativa contou com o generoso contributo da Pastelaria Oliveira, da Batalha, e da Pastelaria Pombal Doce, que, com grande generosidade, ofereceram os folares. A todos os que tornaram possível este gesto solidário, expressamos o nosso mais sincero agradecimento.
Momentos como este reforçam os laços de proximidade com a comunidade e refletem o nosso compromisso contínuo de cuidar e estar ao lado de quem mais precisa.
No dia 8 de abril, os nossos beneficiários de Leiria voltaram a reunir-se, desta vez durante a manhã.
A atividade proposta teve como objetivo a criação de pequenas obras de arte — e foi um verdadeiro sucesso! Utilizando agulhas e lãs, os participantes deram pontos em tiras de pano que depois foram coladas por eles à volta de saquetas com água e alguns resíduos recolhidos numa praia e assim iam criando as suas peças de arte.
Todos estiveram muito entusiasmados e profundamente envolvidos, colocando em prática as suas capacidades motoras finas ao manusear tesouras, agulhas e lãs para criar pequenos quadros. Foi com grande alegria que assistimos à dedicação e entusiasmo dos nossos beneficiários, que mais uma vez demonstraram o quanto valorizam e aderem com gosto a estas iniciativas.
A sessão deste dia terminou com um almoço partilhado com a equipa, beneficiários e voluntários presentes.
No passado sábado, 19 de abril, a sede da ATLAS da Marinha Grande encheu-se de alegria, generosidade e espírito pascal. Para assinalar a época festiva, os voluntários das 12 equipas foram à sede levantar as ofertas desta data e aproveitaram para conversar, tomar café e ainda houve folar! Foi um momento de encontro e afeto, vivido com simplicidade e muita gratidão. Antes da habitual entrega das refeições, alguns beneficiários receberam os marcadores personalizados, tornando a celebração ainda mais especial.
Durante a tarde, juntamente com a entrega das refeições, foram distribuídas amêndoas, gentilmente oferecidos pelas crianças da catequese. Houve ainda alguns catequisandos que acompanharam as equipas, conhecendo assim o trabalho real do Projeto Velhos Amigos. Reconhecemos a importância destas ações sendo que permitem não só os jovens terem contacto com o mundo do voluntariado, mas também alegram os nossos beneficiários. Estas ações são um exemplo duma cidadania ativa onde os jovens se envolvem e não só transformam o mundo à sua volta, como crescem também enquanto pessoas.
Para além das amêndoas, houve ainda a oferta de 25 folares para os beneficiários. Estes foram gentilmente doados pela Fábrica do Pão, que mais uma vez provou ser um forte aliado da Atlas, criando desta forma uma rede de apoio mais humana e solidária na comunidade da Marinha Grande.
A padaria Maloio ofereceu ainda pão para os nossos beneficiários, o qual foi distribuído em sacos e também levado pelas equipas.
Este sábado foi, sem dúvida, mais um exemplo de como os pequenos gestos fazem uma grande diferença. Na ATLAS, a Páscoa foi celebrada com o verdadeiro significado da palavra: partilha, comunidade e amor.
Decorreu na passada terça-feira, dia 15/04, mais um Encontro ao Serão na Marinha Grande, desta vez dedicado a um tema particularmente sensível: o luto.
A sessão foi apresentada pela Dra. Priscila Garcia, psicóloga clínica, mestre em Psicoterapia e terapeuta de brainspotting.
Todos intuímos de alguma forma o que é o luto, genericamente descrito como:
“Uma resposta natural e adaptativa a uma perda significativa, geralmente associada – mas não restrita – à morte de uma pessoa próxima. Pode haver manifestações de luto na sequência de outras perdas importantes, como a perda gestacional, incapacidades físicas ou mentais, separação ou divórcio, morte de um animal de companhia, perda de objetos de valor afetivo, afastamento de papéis ou de cargos sociais ou por dissolução de projetos de vida.”
Este é um processo individual de dor e transformação, sem tempo certo e que cada pessoa vive à sua maneira. Está associado a diversas manifestações relativamente comuns de ordem física, emocional, cognitiva, comportamental e espiritual, que, resumidamente, se manifestam como:
Aperto no peito, nó na garganta, perda de apetite, dores musculares, fadiga física, insónia;
Tristeza, desamparo, sensação de vazio, medo, ansiedade, culpa, revolta;
Incredulidade, confusão, perceção de irrealidade, dificuldades de atenção e memória, pensamentos ou sonhos recorrentes relacionados com a perda;
Desorientação, lentificação ou agitação, isolamento social;
Perda do sentido de vida, sentimento de incompletude e quebra de convicções religiosas.
Considera-se existirem, no processo de luto, várias fases de duração indeterminada e variável de pessoa para pessoa que, resumidamente, passam pela: negação, raiva, depressão e aceitação.
É considerado luto patológico aquele com o qual não se consegue lidar decorrido um ano, não sendo raro haver situações em que nunca se aceite a perda, acabando por se conviver com ela.
Foi abordado o brainspotting, técnica utilizada em determinados estados como o luto e outros, que utiliza o posicionamento dos olhos para aceder e processar traumas emocionais e psicológicos armazenados no cérebro. Este procedimento tem, entre outras, a vantagem de trabalhar emoções armazenadas no inconsciente, sem necessidade de serem verbalizadas.
De seguida, num momento menos formal, algumas das pessoas presentes partilharam as suas experiências de luto, fossem elas pessoais ou de pessoas próximas, o que permitiu uma conversa interessante e intimista.
Desta troca de conhecimento, ideias e experiências, pude concluir que, tal como no amor, também para a dor resultante do luto não há medida.
Cada pessoa é única e irrepetível. Na alegria e na tristeza.
Aconteceu na Semana da Leitura na Biblioteca da Escola José Saraiva, a 3 de abril, um encontro de gerações com “Histórias do Brincar”. Esta foi a primeira ação de divulgação do Livro LudicIDADES em ambiente escolar, em que foram promovidas leituras dialogadas que deram espaço a partilhas intergeracionais em torno do brincar de outros tempos e dos tempos atuais, sem nunca se perder a magia intemporal dos jogos e das brincadeiras. Dinamizámos uma sessão de leituras dialogadas no âmbito da semana da Leitura da Escola José Saraiva, a convite da Professora Margarida Ferreira. Mergulhámos em relatos de brincadeiras de outros tempos e trocámos ideias com os mais jovens sobre como o brincar evolui, mas nunca perde a sua magia.
Com o apoio de leitoras e leitores incríveis demos voz a memórias que nos aproximam e emocionam.
No final, partilhámos um lanche convívio, porque boas histórias merecem ser celebradas à volta da mesa.
Foi um bom momento intergeracional. Porque brincar, lembrar e partilhar… é para todas as idades!
Autor:
Irene Primitivo
Secretária da Direção e Coordenadora Geralna Atlas
No final do mês de março, decorreu a Assembleia Geral Ordinária da ATLAS- Associação de Cooperação para o Desenvolvimento. Realizada na Delegação de Pombal e através da plataforma Google Meet. O Relatório e Contas do ano de 2024 e o Plano de Atividades para 2025 foram apresentados e aprovados.
Realçamos a importância desta reunião, que além de ser um procedimento legal, é uma oportunidade para realizarmos em conjunto o balanço das atividades realizadas e darmos a conhecer os desafios e projetos que se pretendem implementar.
Por último, mas de um enorme significado, foi também o momento de agradecer o empenho e a dedicação de todos os envolvidos ao longo do ano, que nas diversas áreas foram dando o seu contributo e inspirando o futuro da ATLAS.
Dar sem nada receber é um ato de generosidade que identifica e carateriza o voluntário da Atlas. Porque o resultado desta relação, enche o coração de todos para além dos envolvidos, pretendemos estender a todos os leitores desta Newsletter, um pouquinho do calor e da generosidade, que com certeza todos os voluntários sentem nas suas inter-relações. Nesta Newsletter, pedimos ao Lucas e a Dona Lurdes ambos de Alcobaça, que expressassem um pouco do quem lhes vai no coração e na alma, quando se encontram e confraternizam.
Autor:
Lucas Vicente
Voluntário e atual coordenador do voluntariado de Alcobaça
Conheci a Atlas quando estava à procura de possíveis estágios curriculares em 2023. Quando vi o site da Atlas e os projetos que realizavam, fiquei com muita vontade de estagiar lá, pois achava que seria muito enriquecedor para mim. E assim tudo começou.
O meu estágio curricular foi uma experiência incrível. Sentia que os princípios da Atlas estavam alinhados com os meus. Sentia-me muito bem; o ambiente de trabalho foi, sem dúvida, excelente. Hoje olho para trás com saudade do que vivi. Estagiar na Atlas é abraçar um novo desafio todos os dias — sempre que se concluía uma proposta, surgia logo outra.
Adorava fazer as visitas aos beneficiários de Leiria. Nelas, trabalhávamos a estimulação cognitiva, através de jogos e atividades que ativavam a memória.
Quando o estágio terminou, mantive sempre a ligação com a Atlas. Apesar de estar longe, gostava de acompanhar o desenvolvimento dos projetos.
No verão de 2024, regressei a casa e recebi o convite para voltar à Atlas, substituindo a Margarida, que coordenava o projeto Velhos Amigos em Alcobaça.
Está a ser uma experiência desafiante, mas, ao mesmo tempo, muito interessante para mim. A gestão do voluntariado sempre me cativou. No início, tudo era novo e tive de aprender muitas coisas. Sei também que a falta de tempo disponível me prejudica, mas é super gratificante receber um sorriso, visitar um beneficiário e perceber que aquela simples visita lhe fez o dia. Ninguém escolhe a solidão — e nós, voluntários, com simples gestos, transformamos vidas e espalhamos amor.
Dona Lurdes – Beneficiária de Alcobaça
“Olá, amigos da Atlas. Eu sou a Maria de Lurdes.
A palavra ‘gratidão’ é pouco para expressar o que sinto por vocês. Gosto muito dos sábados, porque sei que vou estar com alguém que me dá atenção, carinho, e isso faz-me sentir muito feliz.
É a única refeição que faço acompanhada. É tão bom sentir o amor e a alegria que me trazem todos os sábados.
Além da companhia que adoro, quero também agradecer a todos da Atlas — desde os voluntários, à Dra. Sara, ao menino Lucas, e a toda a organização.”
O Código de Conduta da Plataforma das ONGD Portuguesas, da qual faz parte a ATLAS, está a começar a ser trabalhado pelas Técnicas, Sara e Patrícia, a Irene e o Rui Bingre, de forma a estar implementado, na Atlas, em dois anos. Em maio, irão ser iniciadas reuniões de trabalho que serão alargadas a outros membros da Direção e das Coordenações, sempre que necessário.
Trata-se de um extenso e importante documento composto por práticas organizacionais e regras orientadoras de atuação que, uma vez implementado, em muito contribuirá para a adoção de boas práticas de atuação pela Atlas.
Autor:
Irene Primitivo
Secretária da Direção e Coordenadora Geralna Atlas
Foi um fim de semana agradável para mais de uma centena de idosos.
Com sede em Coimbra, a ATLAS atua em todo o território português, para além da cidade-sede, nomeadamente nas cidades de Leiria, Marinha Grande, Pombal, Alcobaça e Batalha, bem como em países em desenvolvimento de língua oficial portuguesa.
A ATLAS é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) e tem como missão intervir na comunidade de forma a criar alavancas de desenvolvimento humano integrado e sustentável, através da promoção do voluntariado e da cooperação.
Foi esta organização que trouxe até à freguesia do Arrabal, e às instalações do Rancho Folclórico do Freixial, idosos de todo o distrito. Enquadrados por mais de duas dezenas de voluntários, puderam desfrutar de um espaço recentemente renovado e cada vez mais acolhedor, onde foi servido um almoço partilhado.
Esta ONG trabalha com base no voluntariado e no acompanhamento de idosos no seu espaço familiar, com equipas compostas por duas pessoas por idoso.
A visita foi uma ação social que envolveu uma equipa fantástica, capaz de transformar o espaço num verdadeiro ambiente familiar. Todos os anciãos presentes foram envolvidos num espírito participativo, com uma forte componente intergeracional, marcada por muitos jogos, música e dança.
“Agradável” é o adjetivo que melhor define este tempo e espaço, bem como a atividade ali realizada.
A visita ao museu ficou para uma próxima oportunidade, pois o tempo não permitiu mais. No entanto, a simpatia e o conforto do espaço tornarão oportuna uma merecida visita ao Museu Etnográfico.
Sabia que pode ajudar a Atlas sem qualquer custo para si? Ao consignar o seu IRS, está a apoiar diretamente os nossos projetos sociais, permitindo-nos continuar a mudar vidas.
Em 2024, conseguimos:
✅ Apoiar 96 idosos em situação de solidão e isolamento.
✅ Auxiliar 95 pessoas (55 crianças e 40 adultos) no projeto Escolas Solidárias.
✅ Sensibilizar 94 jovens com o projeto Mexe-te, promovendo mudanças individuais e sociais.
Para conseguirmos ampliar a nossa intervenção e impactar ainda mais vidas, precisamos de si. Com um simples gesto de consignação do IRS à Atlas, podemos chegar mais longe!
Como consignar o IRS à Atlas?
É fácil e rápido! Basta seguir estes passos:
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