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A máquina de costura da minha avó

A máquina de costura da minha avó Emília, daquelas antigas (preta, de ferro, com letras douradas) faz parte da mobília da minha casa, contrasta com o papel de parede moderno. Desde a década de 40 que esta máquina trabalhou, nas mãos da minha avó. Depois também a minha mãe a usou e em seguida as minhas tias. Quantas histórias guarda aquela gavetinha das linhas e das tesouras?

Lembro-me, com carinho,

da minha avó costureira, que me ensinou a pregar botões e pedia a minha ajuda para enfiar a linha no buraco da agulha, enquanto trocava os óculos “de ver ao longe” pelos de “ver ao perto”;

da minha avó cozinheira, que punha o arroz branco no prato, em forma de montanha, e no cume, os bocadinhos de bife, já cortados, enquanto o avô perguntava se para ele também seria assim;

da minha avó camponesa, que cavava a terra com a sua enxada e para mim arranjou um sachinho para plantar as minhas batatas;

da minha avó vendedeira, no mercado, que pesava as suas frutas… e eu quantos pesos valia? E logo ela me respondia;

da minha avó lavadeira, a lavar roupa no tanque do pátio, enquanto eu esperava pela hora de tirar a tampa e ver a água a escorrer;

da minha avó criadora de animais, que me pegava ao colo para entrarmos no galinheiro, porque tinha medo de ser bicada pelo galo;

da minha avó companheira de conversa e riso, à noite, enquanto o avô pedia para estarmos em silêncio;

da minha avó reservada, que, quando dormia comigo, vestia a “combinação” só depois da luz apagada;

da minha avó atarefada, mas cuidadora, que sempre que ouvia “Ó avóóóó” respondia “Uuuuuuu”, para eu saber onde a procurar.

No dia 26 de julho celebrou-se o Dia dos Avós. Na minha infância não havia este dia, era nas nossas brincadeiras e afazeres que nos celebrávamos!

No frenesim das nossas vidas são importantes as gerações mais velhas, com alma cheia de experiência de vida e corpo que lhes pede serenidade, podem ser âncoras que nos dão estrutura e confiança para o futuro.

Autora:

Sofia Carruço

Psicóloga e Voluntária na Atlas – People Like Us, em Leiria

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Festas do Bodo em Pombal

As Festas do Bodo em Pombal foram uma realidade este ano de 2022 e durante 6 dias trouxeram de volta a habitual animação à cidade.

Estas festas contemplam uma vertente religiosa, cultural e tradicional com
mostras das diferentes freguesias do concelho de Pombal, e um vasto programa de animação com a realização de espetáculos de rua e nos diferentes palcos da cidade (Largo do Arnado, Jardim do Cardal, Praça Marquês de Pombal e Largo da Biblioteca).

A origem das festas é muito remota, e estará associada a uma lenda, assim contada no site do Município de Pombal:

“Conta-nos então a tradição que, uma praga de gafanhotos e lagartas afligiu os pombalenses, invadindo ousadamente as suas habitações, contaminando os alimentos, e até caindo em nuvem dentro dos vasos onde as mulheres levavam a água, obrigando ao uso de um pano para a coar. Esta vexação era tão insuportável que obrigou o povo a ir à Igreja de S. Pedro, então Matriz da Vila, e aí principiarem uma procissão de preces, que acabou na Capela de Nª Sr.ª de Jerusalém. Realizou-se missa cantada, prometendo-se uma festa, se esta os livrasse de tão grande calamidade.”

“A Senhora de Jerusalém rápido atendeu os rogos e súplicas do povo aflito, porque na manhã seguinte já o terrível inimigo tinha evacuado os campos e as searas. Reconhecido o milagre, celebrou-se nova missa solene em ação de graças pelos benefícios recebidos, ajustando-se desde logo as festas para o ano vindouro.”

No ano seguinte, D. Maria Fogaça, Senhora de posses e muito devota, toma por sua conta o total dispêndio da festa religiosa e manda confeccionar dois grandes bolos, que pela sua grandeza, ao serem deitados no forno, um, ficou mal colocado. Um criado da casa, invocando o nome da Sr.ª de Jerusalém, atreveu-se a entrar rapidamente no forno, consertou-o e saiu ileso. Tal facto foi logo encarado pelo povo, como um novo milagre.

A festa com bolo (que se designou por “fogaça”) para o povo, passou a ser realizada todos os anos.

Estará a expressão “Bodo aos pobres” relacionada com as Festas do Bodo? Não sei dizer!

Mas se a origem das Festas do Bodo invoca uma lenda, a venda de Cavacas e Beijinhos tem origem na “história de um amor improvável” entre um português transmontano emigrado no Brasil e uma bela húngara fugida da 1.ª guerra mundial, que aqui se fixaram, rendidos ao encanto de Pombal e à hospitalidade das suas gentes, fazendo a venda do seu fabrico, exatamente nas festas da terra, corria o ano de 1948.

A filha deste casal, D. Helena do Vale, através da sua empresa familiar Confeitaria Vale Ldª, tem mantido a venda de Cavacas e Beijinhos, no mesmo local, durante as Festas do Bodo, até que conheceram a ATLAS e o projecto Velhos Amigos e propuseram-se a ceder-nos o local e a logística para vendermos em exclusivo os Beijinhos e Cavacas de Pombal nas Festas do Bodo.

O local é estrategicamente bom, de boa visibilidade, é um local de passagem, sendo a oportunidade para levarmos a cabo uma simpática angariação de fundos e uma frutuosa divulgação da Associação ATLAS, a sua missão e os seu projectos, mostrando também aos nossos diversos parceiros, incluindo os nossos embaixadores, padrinhos e restaurantes solidários, a nossa gratidão pelo muito que têm ajudado.

Como em qualquer actividade da ATLAS People like us o mais importante são os Voluntários, a nossa maior riqueza, aos quais têm de ser dirigidas as mais sinceras palavras de agradecimento pelo empenho e presença, durante os vários dias das festas.  Aos voluntários de Pombal, juntaram-se voluntários e voluntárias coordenadoras de outras cidades, voluntárias da Direcção da ATLAS, num significativo e carinhoso apoio, que ficou no nosso coração.

É minha convicção de que quem participou nestas festas para o ano quererá voltar, ficando desde já o convite para que venham!

Autora:

Ana Paula Cordeiro

Voluntária, Coordenadora do Projeto Velhos Amigos em Pombal

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Festas do Bodo em Pombal

Três anos depois das fotos que em cima e na apresentação na página anterior acompanham este artigo, a ATLAS volta a marcar presença nas Festas do Bodo em Pombal, a decorrer de 28 de Julho a 2 de Agosto.

A cidade de Pombal prepara-se para as tradicionais Festas do Bodo, cujas diversas actividades e exposições, se estendem desde o Largo do Arnado à Praça Marquês de Pombal, passando pelo Jardim do Cardal, local onde a ATLAS vai estar representada por maravilhosos voluntários.

Estar num espaço tão nobre, só é possível pela cedência que a Confeitaria do Vale faz do seu histórico espaço de exposição, bem à entrada do Jardim.

O propósito é divulgar a ATLAS People like us de uma forma transversal à população, captando a interesse pelo voluntariado individual e empresarial, angariando fundos com a venda de diversos artigos de merchandise, de Beijinhos e Cavacas de Pombal, bem como de outras doçarias ou salgados preparados por vários amigos e voluntários.

Esperamos pela vossa visita e desde já o convite a quem queira ter uma participação activa na organização do evento.

O programa de espetáculos em https://www.festasdobodo2022.com

Autora:

Ana Paula Cordeiro

Voluntária, Coordenadora do Projeto Velhos Amigos em Pombal

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Feira de Artesanato e Gastronomia da Batalha

A FIABA – Feira de Artesanato e Gastronomia da Batalha, vai já na sua trigésima edição e tem como objetivos, promover o apoio a coletividades e associações do concelho, com presença na zona de restauração, espaços específicos afetos ao artesanato nacional e também a presença de instituições do concelho.

É neste último âmbito que a Atlas esteve presente entre os dias 15 a 19 de junho, a fazer a sua apresentação ao público pela primeira vez no Concelho da Batalha e a divulgar o Projeto Velhos Amigos que decorre na freguesia da Batalha desde 2021.

O momento de inauguração teve destaque na imprensa da região e contou com a animada presença da nossa Direção, Técnicas e Voluntárias.    O ambiente dos vários dias foi animado, com muito público presente no certame. Apesar da chuva, não houve desmotivação. Muitas pessoas da região passaram pelo nosso stand, algumas que já conheciam a Associação mas não a sua presença neste concelho. Outras colocando questões e até contactos para novos voluntários.

No stand houve a venda de produtos de merchandising Atlas, uma pequena quermesse com peças sobrantes do Arraial e de produtos generosamente oferecidos por voluntários da Marinha Grande e Pombal.

O agradecimento primeiro e especial aos voluntários da Batalha que incansavelmente estiveram muitas horas no stand, com entusiasmo e apoio incondicional, mas também a imprescindível participação de dois voluntários de Leiria, uma voluntária da Marinha Grande e das nossas Técnicas.

Autora:

Elizabeth Guerra

Voluntária, Coordenadora do Projeto Velhos Amigos na Batalha

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“O ARRAIAL”

O Arraial da Atlas é um evento anual, solidário, realizado no mês de Junho, o mês dos arraiais alusivos aos Santos Populares. O primeiro aconteceu em 2013, numa Quinta de uma amiga da Atlas, em Alcogulhe – Leiria, e os seguintes, até ao último, no passado dia 11 de Junho, no Jardim do Visconde, na Barreira – Leiria.

Este evento foi pensado para permitir a convivência entre os Voluntários da Atlas, destes com a comunidade, parceiros e beneficiários! Permitir, também, a divulgação da Atlas e o seu papel na sociedade onde está inserida, e ser uma forma de angariação de verbas para garantir a continuidade dos projetos que desenvolve! Pretende, igualmente, mostrar aos seus beneficiários que este evento é “deles”, “para eles” e como são importantes para a Atlas!

Para que o Arraial se realize, para a sua organização, é sempre necessário o envolvimento dos Voluntários, destacando-se, este ano, e mais uma vez, a importantíssima colaboração/coordenação geral da Voluntária Paula Campos, que organizou toda a logística, estabelecendo os contactos necessários com as empresas e pessoas que, amavelmente, ofereceram serviços e/ou bens! Nesta coordenação, a Paula Campos teve o excelente apoio da Voluntária Natália Marques. Os restantes Voluntários colaboraram/trabalharam em diferentes sectores da preparação do mesmo, como por exemplo sendo responsáveis pelos diversos pontos de venda, colaboraram com a oferta de bens alimentares para venda, na confeção de refeições, na decoração do espaço, na distribuição dos equipamentos para o funcionamento dos locais de refeições e de diversão!

O ambiente, durante todo o evento, foi muito agradável, animado por música e participação de vários cantores, rancho folclórico e grupo de cavaquinhos, sendo patente a boa disposição e convívio entre todos os presentes!

Para o sucesso deste evento foram muito importantes os parceiros e amigos da Atlas, que ofereceram bens alimentares para serem confecionados/preparados, sopas, pão, broa, pizzas, salgados/petiscos, bebidas, café e doces! Foi, igualmente, importante a sua ajuda na confeção das refeições, por isso, aqui fica a nossa gratidão a:

      – Talhos Almerinda, Restaurante o Casarão, Restaurante Matilde Noca, Quinta da Concha, Restaurante Pedro´s, Suinicomércio, Mr. Pizza, Fábrica do Pão, Intermarché de Pombal, Mercearia da Praça, Cesar Jorge Couto – Unipessoal, Lda, Unisilvas – Comércio e Fabrico de pão, Lda, Vidigal Wines, Novadis, Delta Cafés, Pastelarias Pires, Pastelaria Flórida, Padaria Ti Martins, Confeitaria do Vale, Pombal Doce, Pipocas em Casa, Câmara Municipal de Leiria, Junta de Freguesia de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes, Paróquia da Barreira, Quanta Plásticos, Vasicol – Olaria de Barro Vermelho, Lda, Deartis – Comércio e Indústria de Cerâmica Artística, Lda, Matcerâmica,

      –  Rockschool – escola de música de Leiria, com a participação dos seus alunos Beatriz Castro, André Castro, Filipe Castro, João Barrela, Letícia Crespo e Matilde Crespo 

      – Filipa Neves e Bruno Lousada, Carolina Silva, Grupo de Cavaquinhos Musiordem, Grupo Coral dos Projectos de Vida Sénior e ao apresentador Rafael Tristães

Dado o exposto anteriormente, a Atlas está muito grata a todos os que contribuíram para a realização deste evento, esperando que esta contribuição/colaboração e entusiasmo se perpetuem, uma vez que, no próximo ano teremos mais um Arraial Solidário!

Autora:

Isabel Guimarães

Voluntária, Coordenadora do Projeto Velhos Amigos em Leiria

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Festas da Cidade da Marinha Grande

Nos pretéritos dias 3, 4 e 5 de junho de 2022, tiveram lugar as tão ansiadas Festas da Cidade da Marinha Grande. Com o tema “Ano Internacional do Vidro”, tópico que tanto caracteriza a nossa cidade, não faltaram atividades culturais e de lazer para quem tivesse a curiosidade de as experimentar.

O recinto contava, entre outras, com uma tenda orbital que envolvia a Zona da Gastronomia, a qual era ocupada por 31 associações representadas, área de refeições com mesas e bancos, bem como ilhas de limpeza.

Entre as associações representadas, encontrava-se a Atlas – People Like Us, que prontamente se envolveu nesta Festa organizada pela Câmara Municipal. Sabendo de antemão que iríamos fazer parte deste projeto, não tardou até que os preparativos se iniciassem.

Rapidamente se somaram os voluntarismos para participar. Surgia, agora, além da necessidade de montar o stand, a de articular os elementos disponíveis com o horário de funcionamento, bem como a de perceber que produtos iriam ser comercializados.

No stand designado para a Atlas, houve espaço para a venda de produtos, maioritariamente oferecidos por voluntários ou por patrocinadores, de forma a gerar alguns proventos e permitir apoiar algumas das atividades que vamos desenvolvendo na Associação.

Mais importante que tudo isso: este tipo de iniciativas permite-nos levar o nome da Atlas onde ainda não o conhecem, e espalhar esta nossa Mensagem, que tão bonita é, por quem queira vir fazer parte deste projeto.

Mas regressando à festa: como referi, foram-se multiplicando os donativos de vários voluntários, que traziam, além da sua presença para ajudar, com boa disposição e vontade de trabalhar, bolos, “salgadinhos”, quiches, doces, guloseimas, de tudo um pouco!

Criou-se, inclusivamente, uma roleta de prémios surpresa, direcionada para as crianças, que, ao girar, tinham a oportunidade de ganhar lápis, cadernos, livros, gomas, entre outras surpresas divertidas e/ou educativas!

Chegados os dias de festa, a disposição não podia ser melhor, tal era o dinamismo que os caracterizou. Nas Festas da Cidade deste ano, o que não faltou foi música para alegrar o nosso stand, posicionado mesmo em frente ao Palco Principal! Foram 3 dias de grande rebuliço, muito trabalho e entreajuda, mas que, feitas em contas, foram bastante gratificantes.

Quem tem o hábito de participar nestes eventos, com certeza saberá que, apesar de serem dias de muito trabalho e especialmente cansativos, são também, e principalmente, capazes de gerar um espírito de equipa e união excecionais, e, pelo menos do que tive oportunidade de observar e de viver, foi isso mesmo que ocorreu. Já dizia o velho ditado, que “quem corre por gosto não cansa”, e não cansa mesmo!

É, neste contexto, importante prestar o nosso maior agradecimento aos nossos patrocínios e parceiros, em especial, ao nosso embaixador, Rafael Cardeira, pela presença e apoio nas nossas noites de gin; à Direção da Atlas e respetivas coordenadoras, por permitirem a realização deste evento tal como idealizado; e, por fim, a todos os voluntários e voluntárias que se juntaram a esta iniciativa, pela entrega e dedicação demonstradas e por, consecutivamente, se juntarem e unirem na procura e promoção de verdadeiras causas!

Termino este artigo, deixando a todos vós um convite para se juntarem a nós, tanto nas Festas da Cidade do próximo ano, onde certamente marcaremos presença, como também nas próximas iniciativas organizadas pela Atlas. Deixo a promessa de que não se arrependerão!

Autora:

Joana Costa Santos

Voluntária na Marinha Grande. Jurista.

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Arraial

É já este sábado, dia 11 de Junho a partir das 17H00, na Barreira – Jardim do Visconde! O Arraial da ATLAS! O grande encontro da comunidade ATLAS e seus amigos!

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“Long COVID”

Inicialmente apenas reconhecida como doença respiratória aguda, a COVID-19 rapidamente provou ser muito mais ampla, afetando vários sistemas de órgãos. A COVID-19 causou inúmeras mortes, mas também deixou um enorme número de sobreviventes onde foi possível observar que a apresentação da doença não é apenas aguda. 

“Long Covid”

O termo “Long Covid” tem sido usado para descrever a persistência dos sintomas para além das 4 semanas nos pacientes diagnosticados com Sars-Cov-2.

Os principais sintomas que persistem são falta de ar, tosse, fadiga, dor torácica, síndromes ortostáticas, palpitações, entre outros.

Segundo a própria OMS, aproximadamente 10% de todos os pacientes com teste positivo para COVID-19 mantém sintomas por um período de 12 semanas ou mais.

Fatores de risco para o desenvolvimento de Long COVID 19 

Sintomas de maior gravidade de infeção SARS COVID-19, idade avançada e a presença de comorbilidades são fatores de risco para o desenvolvimento de Long Covid. 

Fadiga persistente

Um dos sintomas persistentes que mais ocorre após a COVID-19 é a fadiga. Um estudo britânico, que acompanhou durante 54 dias pacientes após a alta hospitalar de internamento por COVID-19, relevou que 69% dos pacientes mantinha queixas de fadiga. Tratam-se de números significativos que levam a uma diminuição significativa da produtividade e da qualidade de vida

Disautonomia

A disautonomia define-se como uma disfunção do sistema nervoso autonómico que provoca sintomas tais como a queda da tensão arterial com a mudança de posição e a taquicardia em ortostatismo. É uma das alterações de curso crónica mais frequentemente observada após a infeção por COVID-19, contudo o seu mecanismo ainda não se encontra definido.

Alterações psicológicas e cognitivas

O impacto sanitário, económico, político e social da pandemia da COVID-19 trouxe, por si só, uma parcela significativa de problemas do foro psicológico, tais como, depressão e ansiedade. Para além disso, vários estudos demonstram diminuição da capacidade cognitiva nos casos mais graves de infeção. 

Abordagem

Devido à ampla variedade de manifestações, o Long Covid deve ser abordado de forma holística e multidisciplinar, podendo ser necessário, para além da abordagem médica, o envolvimento de terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, enfermeiros, psicológicos, entre outros.

Pacientes com fadiga persistente, devem fazer exercício físico de baixa intensidade, como caminhadas, seguido de um aumento lento e gradual da intensidade, de forma a que retornem lentamente ao patamar anterior à doença ou ao melhor estado possível.

Nos pacientes com disautonomia, exercícios não ortostáticos, como ciclismo e natação, devem ser recomendados. É essencial garantir uma ingestão hídrica adequada para manutenção da volemia e a evicção de refeições muito copiosas. Devem evitar ficar de pé por longos períodos e evitar mudanças bruscas de posição (decúbito-ortostatismo). Meias compressivas e elevação de membros inferiores são boas soluções para melhorar o retorno venoso. Nos casos refratários poderá ser necessário recorrer a medidas farmacológicas. 

Pacientes com anosmia ou diminuição do olfato devem fazer treino olfativo, no qual experienciam diariamente odores puros diferentes, como é o caso do café e do limão, de modo a estimular o retorno da capacidade olfativa.

Em suma, o curso agudo da COVID-19 trouxe e ainda traz um enorme impacto tanto na população em geral como nos serviços de saúde. No entanto, a recuperação da fase aguda da doença nem sempre significa o fim das suas repercussões sendo por isso essencial acompanhar bem de perto todos estes doentes e reconhecer os sintomas do Long Covid. 

Autora:

Carolina Reis Penedo

Tem 27 anos. Fez o mestrado em Medicina na Universidade de Lisboa que terminou em 2020. Trabalhou 1 ano no Hospital de Leiria. Atualmente frequenta o internato médico da especialidade de Medicina Geral e Familiar na USF São Julião de Oeiras em Lisboa. É voluntária no projeto Velhos Amigos desde 2021.

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Prevenção de Quedas em Idosos

O passar dos anos muda-nos, não só a forma como pensamos e vemos o mundo, mas também fisicamente. Envelhecer é um privilégio, mas o objetivo é que seja com saúde. É inegável que o nosso corpo se altera, sendo necessário que nos adaptemos. As quedas são uma das principais causas de incapacidade e mortalidade nas idades mais avançadas, devido a fraturas, traumatismos cerebrais, feridas e lesões musculares. A sua prevenção é, por isso, essencial, incluindo-se num processo designado «Envelhecimento Ativo», que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas que envelhecem.

Então, porque são quedas mais frequentes? As pessoas mais velhas são mais frágeis. A sua constituição corporal altera-se (perda de massa muscular, alteração da postura) tal como os seus reflexos e sentidos (visão, audição). Estes fatores fazem que o próprio meio, se não adaptado, seja igualmente um fator de risco, como por exemplo, calçado não adequado e chão escorregadio.

Então, como prevenir? As medidas de prevenção são indicadas tanto para a pessoa como para o seu meio ambiente. Em termos pessoais, a pessoa deve manter-se ativa com exercícios de fortalecimento e flexibilidade simples e em ambiente seguro, como exemplificado no «Manual do Cuidador» redigido pela Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados, que pode ser acedido via https://biblioteca.sns.gov.pt/wp-content/uploads/2017/06/Envelh_ativo_manual-cuidador-preven%C3%A7%C3%A3o-quedas.pdf. Deve igualmente ter atenção nas atividades do dia-a-dia, como na mudança de posição (que deve ser feita lentamente) e deve evitar atividades intensas e sob temperaturas extremas. No mesmo manual, também são dados exemplos sobre como o meio da pessoa pode ser adaptado, como o retirar de tapetes, manter a boa iluminação de todas as divisões da casa, ter corrimões e barras de apoio, evitar superfícies escorregadias e adaptar o calçado (utilizar calçado fechado e evitar andar só de meias).

Então, o que fazer em caso de queda? Se não conseguir levantar-se com segurança ou estiver com dores muito intensas deve pedir ajuda. Se tiver telefone portátil ou telemóvel deve tê-lo sempre perto de si, de maneira a pedir ajuda, contactando familiares, o 112, a SNS24 (808242424) ou vizinhos.

Autoras:

Gina Martins

Enfermeira de Família na USF S. Martinho de Pombal, Licenciatura em Enfermagem na Escola Superior de Enfermagem de Leiria.

Voluntária no Projeto Velhos Amigos desde Julho de 2018.

Helena Barbosa

Médica Interna de Medicina Geral e Familiar na USF S. Martinho de Pombal, Mestrado Integrado na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Voluntária no Projeto Velhos Amigos desde Dezembro de 2020.

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A ATLAS em Pombal: Quatro Anos de Sorrisos, Amizades e Solidariedade

O mês de Maio aviva-nos a memória de que foi esse o mês do 1º sábado em que os primeiros Voluntários da ATLAS People like us saíram à rua para visitar Velhos Amigos em Pombal!
Em sacos vermelhos com letras brancas, colocaram as refeições quentes que os restaurantes solidários generosamente prepararam, envergaram t-shirt banca com letras vermelhas, um belo sorriso nos seus rostos e iniciaram uma jornada que hoje passados 4 anos só é diferente porque o grupo de voluntários, beneficiários e restaurantes aumentou!
Para ilustrar o que têm sido estes 4 anos, seguem-se testemunhos de voluntários do projecto Velhos Amigos, alguns que o são desde Maio de 2018 e de outros que se foram juntando, mesmo com a pandemia da Covid19.

“O nome assenta na perfeição, a ATLAS tem sido uma tremenda viagem, na qual tenho feito grandes velhos amigos. Uma lição (como há 4 anos atrás escrevi) e uma jornada de enriquecimento pessoal sem precedentes.
A minha vida, nestes últimos quatro anos, já foi várias coisas: estudei, trabalhei em diferentes sítios, vivi fora da cidade de Pombal, voltei, e fui para “fora” novamente. A ATLAS, manteve-se sempre. Ultrapassou a distância, afastou condicionantes que à partida poderiam ser impeditivas de continuar e acima de tudo continua a fazer sentido. Muita coisa mudou … mas voltar a casa continua, também, a ser o sábado das manhãs onde nos aguardam sorrisos de gratidão e outros que só querem conforto.
Com certeza, muito ainda vai mudar, mas o meu desejo por muitos anos, é de querer voltar onde sou feliz.”
Beatriz Cotrim

“Iniciei em junho de 2018. Na altura, queria aprender a falar e a relacionar-me com pessoas da terceira idade. Foi-me permitido dar miminhos a pessoas que estavam sós e isso é muito gratificante. E com isto tudo acho que consegui o que pretendia, um melhor relacionamento com os meus próprios pais. Obrigada Atlas.”
Celina Gameiro


“Quando decidi fazer voluntariado para a Atlas decidi-o de coração cheio porque sempre gostei de dar um pouco de mim aos outros sem disso esperar nada em troca, apenas um sorriso de quem estamos a ajudar”
Nicole Silva

“O ATLAS demonstrou-se como algo importantíssimo na minha vida, atribuindo-me um sentido que nem eu própria sabia que faltava. Ajudar os outros e ver o quão estes ficam agradecidos, aquece-me o coração e faz-me sentir que realmente estou a impactar a minha comunidade. Estes 3 anos na ATLAS foram muito gratificantes e transformadores.
Mariana Roque

“A comunidade vive de pessoas e todas têm de ser acarinhadas e cuidadas sem excepção. A Associação ATLAS não deixa ninguém de parte e eu, como voluntária, levo sempre essa missão comigo em todos os sábados em que atuo no âmbito do projecto Velhos Amigos em Pombal. Tem sido um orgulho fazer parte desta família.”
Daniela Gameiro

Por mim, gostaria de acrescentar que o voluntariado na ATLAS, também nos proporciona momentos de convívio, conhecemos outras pessoas, aproximamo-nos mais de outras já conhecidas.
Fazemos bem a Velhos Amigos e fazemos bem a nós voluntários.
Agradeço a todos os Voluntários pela dedicação e compromisso nestes primeiros quatro anos!

Autora
Ana Paula Dinis Cordeiro

Voluntária da ATLAS em Pombal

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